TSE suspende propaganda de Lula que chama Flávio Bolsonaro e vice de ‘dupla dos escândalos’
Peça publicitária associa Flávio a caso Master e cita investigação de estupro que envolve Alfredo Gaspar
2026|Do R7
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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão de uma propaganda eleitoral do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A peça chama Flávio Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice-presidente, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), de “dupla dos escândalos”.
A propaganda, que começou a ser veiculada neste sábado (10), segundo dia de horário eleitoral no segundo turno, cita investigações contra Flávio por lavagem de dinheiro e corrupção no caso Dark Horse, e contra Alfredo Gaspar por suposto estupro de vulnerável.
“Nesta eleição, você tem dois lados bem diferentes. A dupla da experiência. Lula, com três mandatos de presidente, e Alckmin, quatro vezes governador de São Paulo. Do outro, a dupla dos escândalos”, dizia a peça publicitária.
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De acordo com o relatório de veiculações, o vídeo foi exibido 65 vezes, em 41 emissoras de televisão, entre as 6h e 12h deste sábado, em todas as regiões do país.
A decisão
Na decisão proferida na noite deste sábado, Nunes Marques defende que a “propaganda comparativa é legítima e própria do segundo turno”, mas que a peça da campanha do presidente Lula transmite a mensagem de que a chapa do Partido Liberal “se define pela prática de crimes”, omite contextos e pode induzir o eleitor a erro.
“A comparação não se estabelece entre trajetórias, propostas ou desempenhos, mas entre credenciais administrativas, de um lado, e imputações criminais, de outro”, diz o magistrado. “A mensagem que razoavelmente se transmite ao eleitorado é a de que a chapa adversária se define pela prática de crimes de corrupção, de lavagem de dinheiro e de natureza sexual contra criança”, completa o ministro.
No caso de Alfredo Gaspar, o ministro afirma que a propaganda omite que a investigação já foi arquivada e tem “carga emocional e passional intensa” ao citar que a vítima seria uma jovem de 13 anos. Nesta terça-feira (6), o ministro do STF Gilmar Mendes mandou arquivar o caso por falta de elementos que justificassem uma investigação.
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