Zanin e TSE limitam prorrogação da votação às seções que não foram fechadas
Votos das urnas encerradas às 17h serão totalizados normalmente; decisões não preveem reabertura de seções
2026|Do R7
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O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) restringiram neste domingo (25) o alcance da decisão que prorrogou a votação do segundo turno até as 19h. A medida vale apenas para as seções eleitorais que ainda estavam abertas.
Nas seções encerradas às 17h, segundo Zanin, os votos serão computados e totalizados normalmente. Nem o despacho do ministro nem a orientação do TSE preveem a reabertura de urnas já fechadas.
Decisão de Kássio Marques
Às 17h49, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou um ofício aos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) comunicando a decisão do STF.
O documento orienta que as seções que ainda estivessem abertas continuassem funcionando até as 19h e pede que juízes eleitorais e mesários sejam informados imediatamente.
Em seguida, Zanin publicou um novo despacho na mesma linha. Ele afirmou ter recebido do TSE informações sobre o fechamento das urnas no horário regular e determinou que a prorrogação fosse cumprida só onde as urnas não tinham sido fechadas. O ministro ressalvou que eventuais problemas poderão ser apurados depois, com as consequências jurídicas cabíveis.
Primeira decisão
Na primeira decisão, Zanin havia determinado a prorrogação por duas horas em todas as seções do país e deixado ao TSE a tarefa de cumpri-la. A ordem saiu em uma reclamação apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra as prefeituras de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. A campanha alegou que faltavam ônibus nessas cidades para levar os eleitores às seções.
No novo despacho, o ministro justificou a liminar dizendo que as duas candidaturas do segundo turno relataram problemas no transporte de eleitores.
A campanha de Lula pediu ao TSE a prorrogação em dez Estados por falta de ônibus. A de Flávio Bolsonaro (PL) fez o pedido para 17 cidades de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina, citando chuvas, alagamentos e vias interditadas.
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