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Zema defende exploração de terras raras com industrialização no Brasil

Presidenciável do Novo afirma que pretende usar minerais críticos como instrumento de negociação comercial

2026|Vinícius Rangel, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Romeu Zema propõe uma política nacional para a exploração e industrialização de terras raras no Brasil, visando exportar produtos de maior valor agregado.
  • O candidato sugere usar minerais críticos como ferramenta de negociação comercial, especialmente para superar barreiras impostas à agricultura brasileira pela União Europeia.
  • Zema defende a preservação ambiental juntamente com a mineração, citando Austrália e Canadá como exemplos de equilíbrio entre economia e meio ambiente.
  • Ele também propõe um programa nacional de concessões para infraestrutura, buscando atrair investimentos e melhorar a qualidade das rodovias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Romeu Zema falou sobre o uso de terras raras em eventual mandato Marcelo Camargo/Agência Brasil/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em agenda de campanha em Poços de Caldas, no Sul de Minas, nesta terça-feira (22), Romeu Zema defendeu uma política nacional para exploração de terras raras com foco no processamento e na industrialização dos minerais no próprio Brasil.

O candidato do Novo à Presidência afirmou que o país não deveria se limitar à exportação de minério e disse que pretende utilizar os recursos naturais como instrumento de negociação comercial.

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Segundo Zema, o objetivo é repetir com as terras raras um modelo que, na avaliação dele, já funciona com o nióbio produzido em Minas Gerais. “Nós não vamos exportar o minério, nós vamos exportar o superímã pronto para aplicação”, afirmou.

As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos utilizados em diferentes tecnologias, incluindo equipamentos eletrônicos, veículos elétricos e sistemas de geração de energia. O governo federal classifica esses minerais como estratégicos para setores de alta tecnologia e transição energética.

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Zema citou como exemplo a cadeia do nióbio em Araxá, onde há produção de ferronióbio e outros produtos de maior valor agregado. Dados sobre a cadeia mineral de Minas mostram que o Estado já possui etapas de processamento e produtos de maior elaboração ligados ao nióbio.

‘Faca e o queijo na mão’

O candidato também afirmou que o Brasil poderia usar a oferta de minerais críticos para negociar a abertura de mercados para produtos brasileiros. Zema citou as barreiras impostas pela União Europeia à compra de produtos agropecuários brasileiros e afirmou que um eventual governo poderia condicionar o fornecimento de produtos minerais estratégicos à redução desses obstáculos. “Nós temos aí a faca e o queijo na mão, é saber conduzir”, disse.

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Para Zema, o desenvolvimento da mineração precisa ocorrer paralelamente à preservação ambiental. Ele citou Austrália e Canadá como exemplos de países que, segundo ele, conseguem explorar recursos naturais conciliando atividade econômica e preservação.

O presidenciável também mencionou as tragédias de Mariana e Brumadinho e afirmou que, durante sua gestão em Minas Gerais, empresas responsáveis por danos ambientais receberam multas elevadas.

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Concessões de rodovias

Questionado sobre infraestrutura, Zema defendeu a ampliação do modelo de concessões de rodovias e outros equipamentos públicos. O candidato afirmou que pretende implementar um programa nacional de concessões com regras transparentes e foco em investimentos.

Segundo ele, estradas de melhor qualidade reduzem custos de manutenção dos veículos, aumentam a segurança e diminuem o tempo dos deslocamentos. “O que eu quero para o Brasil é um programa de concessão sério, transparente, que traga investimentos, que crie empregos e que mude o Brasil de patamar”, afirmou.

Zema citou a experiência de Minas Gerais com concessões e disse que o modelo pode ser aplicado também em rodovias federais.

Promessa de não aumentar impostos

Na área econômica, Zema afirmou que não pretende aumentar impostos caso seja eleito. A proposta apresentada pelo candidato para melhorar as contas públicas inclui redução de supersalários, combate a fraudes e corrupção e revisão de contratos. “A minha proposta primeiro é não aumentar imposto nenhum”, declarou.

Zema citou novamente o resultado fiscal de Minas Gerais como exemplo de sua gestão. Segundo o governo mineiro, o Estado encerrou 2025 com superávit de R$ 1,1 bilhão e chegou a cinco anos consecutivos de resultados positivos. O candidato afirmou ainda que, durante seu governo, houve contratos renovados com redução de até 90% nos valores.

Ao defender a reprodução do modelo em âmbito federal, Zema criticou o PT e associou governos do partido à corrupção e aumento de gastos públicos. “É chegar lá e fazer algo muito semelhante àquilo que nós fizemos aqui”, afirmou.

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