Moradores de Salvador organizam caronas solidárias após falta de ônibus
Por volta das 13h, um grupo de WhatsApp já reunia 1,2 mil participantes
Eleições|Do R7
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A redução da frota de ônibus em Salvador, que levou a Justiça Eleitoral a decretar a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, gerou uma onda de solidariedade entre moradores neste domingo (25). Após vídeos de pontos e estações lotados circularem nas redes sociais, voluntários passaram a organizar caronas para levar eleitores aos locais de votação.
Por volta das 13h, um grupo de WhatsApp já reunia 1,2 mil participantes, que compartilhavam pedidos de ajuda e articulavam trajetos. Moradores que já haviam votado também saíram de carro e começaram a passar pelos pontos próximos, oferecendo caronas.
Com apoio jurídico do advogado Guilherme Moura, a iniciativa iniciada em grupo do WhatsApp orientava os voluntários a priorizar mulheres e idosos, circular sem propaganda eleitoral e não perguntar em quem os passageiros votariam. As mensagens também indicavam canais do Ministério Público, da Justiça Eleitoral e da Defensoria Pública da Bahia para denunciar problemas no transporte.
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MPE da Bahia se manifesta contra prisão do prefeito
O Ministério Público Eleitoral (MPE) na Bahia se manifestou neste domingo (25) contra o pedido de prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e de responsáveis pelas concessionárias de transporte público da capital baiana. A solicitação foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), após denúncias de redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Em parecer encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), o procurador da República Cláudio Alberto Gusmão Cunha argumentou que Bruno Reis não foi destinatário direto da ordem judicial que determinou o restabelecimento da circulação dos ônibus. Segundo o documento, a determinação foi encaminhada ao secretário municipal de Mobilidade Urbana.
Sobre os demais alvos do pedido de prisão, o procurador apontou que ainda não havia comprovação, nos autos, de que os responsáveis tivessem tomado conhecimento da decisão judicial quando a federação solicitou as prisões. O pedido foi protocolado às 12h42, enquanto o ofício ao secretário municipal havia sido expedido às 12h25. A decisão previa prazo de uma hora, contado a partir da ciência da ordem, para comprovar seu cumprimento.
O MPE também sustentou que os crimes apontados são de menor potencial ofensivo, o que afastaria a lavratura de auto de prisão em flagrante. Segundo o parecer, caberia a condução dos envolvidos para registro de termo circunstanciado de ocorrência. O procurador acrescentou que, na ausência de envolvimento de autoridade com foro por prerrogativa de função, o TRE-BA não teria competência para examinar a matéria.
“Isso posto, a Procuradoria da República pugna pelo indeferimento do pedido de prisão”, afirmou Cunha, que deixou aberta a possibilidade de adoção de outras medidas.
A manifestação do MPE contrasta com a posição da Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), que também pediu a prisão em flagrante de Bruno Reis e de responsáveis pelas concessionárias por suposto descumprimento da ordem judicial.
Mais cedo, o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, havia determinado o restabelecimento da frota de ônibus, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros, sob multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.
A manifestação do MPE é um parecer contrário às prisões e não representa uma decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido.
















