PP promete neutralidade a Lula para eleger Lucas Ribeiro na PB e, em três dias, fecha com Flávio
Federação União-Progressista condicionou a neutralidade na corrida ao Planalto por apoio de Lula, que levou 61% dos votos no estado
Eleições|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um acordo costurado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) com a campanha de Lula previa a neutralidade da federação partidária União-Progressista nas eleições presidenciais. Porém, com a eleição de Lucas Ribeiro (PP) para o governo da Paraíba no 1º turno, o partido fechou questão por Flávio Bolsonaro e deixou o PT cobrando a fatura.
O acordo tinha duas pontas, e só uma foi cumprida. Segundo apurou a reportagem, a federação União-Progressista prometeu à campanha de Lula ficar neutra na disputa presidencial. Em troca, ganhou o apoio do petista na Paraíba, onde Lula teve 61,31% dos votos válidos.
O PT fez sua parte e nem lançou candidato ao governo. Lucas Ribeiro (PP), sobrinho do deputado Aguinaldo Ribeiro, foi reeleito.
A conta foi paga no domingo (4). Na segunda (5), Lucas ainda foi a Brasília para a reunião de Lula com governadores e senadores eleitos do campo progressista. Posou ao lado do presidente e reafirmou o apoio nas redes. Interlocutores descrevem o gesto como protocolar.
Na quarta (7), a federação subiu ao palco com Flávio Bolsonaro (PL), agora o primeiro colocado no país, e anunciou “apoio incondicional”. Tereza Cristina, líder do PP no Senado, avisou que os partidos tinham “fechado questão”. A neutralidade não chegou ao segundo turno.
No PT, a fatura caiu no colo de Edinho Silva, coordenador da campanha e responsável pelo entendimento com Aguinaldo Ribeiro, um dos maiores caciques do partido e tio do governador. Segundo relatos, Edinho foi cobrado em reuniões duras. Camilo Santana e Aloizio Mercadante foram escalados para tentar fazer o PP lembrar o que prometeu.
Mesmo fora da base, o PP continua no comando da Caixa Econômica Federal. O presidente do banco, Carlos Vieira, foi indicado por Arthur Lira em 2023. Não é um cargo qualquer. A Caixa é o maior banco público do país e o principal braço do governo para fazer dinheiro chegar à população.
É ela que paga o Bolsa Família, o seguro-desemprego e o abono salarial. Também administra o FGTS dos trabalhadores, financia a maior parte da casa própria no Brasil, opera o Minha Casa, Minha Vida e controla as loterias.
Na prática, quem comanda a Caixa decide onde abrir agências, quais obras recebem crédito e quais prefeituras são atendidas primeiro. Em ano eleitoral, esse poder valeu ouro para os candidatos do PP ao Senado e à Câmara em todo o país.
🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa
🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲














