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Acusado de matar militante de esquerda na França tem antecendes criminais

Internacional|Do R7

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Paris, 7 jun (EFE).- O 'skinhead' suspeito de ter agredido e causado a morte cerebral de um jovem militante de esquerda na última quarta-feira em uma loja em Paris (França), está vinculado a um grupo de extrema direita conhecido por lemas violentos, e tinha antecendentes criminais. Um porta-voz da Polícia explicou à Agência Efe que o jovem, identificado como Esteban M., nascido em 1992 na Espanha, tem nacionalidade francesa e é pelo menos "simpatizante" das Juventudes Nacionalistas Revolucionárias (JNR) lideradas por Serge Ayub,e utilizadas como serviço de ordem de movimentos extremistas. Tanto este jovem como os outros seis detidos durante a investigação pela morte do estudante de 19 anos da prestigiada universidade de Sciences Po, Clément Méric em uma loja do bairro de Saint Lazare estão sendo interrogados. O procedimento deve continuar até amanhã, quando ao término de um prazo de 48 horas os suspeitos teriam que ser apresentados perante o juiz para terem a acusação formalizada ou serem liberados. Uma oitava pessoa, uma mulher detida ontem em Saint Ouen, cidade próxima de Paris, foi liberada hoje, afirmou o porta-voz. Esteban M., reconheceu seu envolvimento na agressão, mas insistiu que não tinha intenção de matar Méric, que estudava Ciências Políticas e era membro de um sindicato esquerdista e de uma associação antifascista. A autópsia de Méric deve esclarecer as causas da morte, e, principalmente, se foi atacado com um soco inglês, como relataram algumas testemunhas. O principal suspeito vivia em um apartamento de Saint Ouen junto com a namorada, uma menina identificada como Katia V. que também foi detida. Esta tarde, os agentes da Polícia Judiciária convocaram para vários líderes das JNR para depor, e em particular Ayub, que ontem negou seu envolvimento na morte do estudante embora tenha declarado à imprensa que entrou em contato com os suspeitos e que eles teriam apenas se defendido de uma "armadilha" da qual foram vítimas. Diversos membros do governo, inclusive o ministro do Interior, Manuel Valls, deixaram claro sua intenção de acabar com grupos de extrema direita que preconizam a violência, embora pedido tempo para que as investigações avancem. A Prefeitura de Toulouse, cidade que fica no sul da França, afirmou hoje que tinha proibido uma manifestação organizada pelas JNR. EFE ac/apc/id

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