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Almagro assume secretaria da OEA e promete "mais direitos para mais gente"

Internacional|Do R7

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Washington, 26 mai (EFE).- O ex-chanceler do Uruguai, Luis Almagro, prometeu nesta terça-feira "mais direitos para mais gente" na cerimônia de posse como secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), cargo que ocupará nos próximos cinco anos no lugar do chileno José Miguel Insulza. "Minha administração fará do lema 'Mais direitos para mais gente' sua razão de existência, porque o hemisfério está cansado de exclusão, de direitos políticos, econômicos e sociais para alguns, mas não para todos; está cansado de racismo, de perseguição, de preconceitos e de antagonismos estéreis", afirmou em seu discurso de posse na sede do órgão em Washington. Almagro assumiu suas novas funções em reunião protocolar do Conselho Permanente diante de embaixadores e representantes dos 34 países-membros ativos da instituição, todos os do continente, exceto Cuba. Os Estados Unidos foram representados pela secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson, e pelo conselheiro do Departamento de Estado, Thomas Shannon. O novo secretário-geral, que já anunciou que não pretende disputar a reeleição, se comprometeu a, quando deixar o cargo, a OEA ser um organismo "mais próximo, mais eficiente, menos burocrático e que contribua para a resolução dos problemas do hemisfério e seus cidadãos". "Em 2020, ao fim de meu mandato, a OEA deveria ser reconhecida como o fórum político hemisférico que, com participação igualitária de todos os países das Américas, trabalha em um clima de paz para fortalecer a democracia, promover e proteger os direitos humanos, promover o desenvolvimento integral e a segurança multidimensional para apoiar a prosperidade com oportunidades de progresso para todos", afirmou. "Juntos, na diversidade, com respeito, tolerância e diálogo, podemos garantir mais direitos para mais americanos", acrescentou. O veterano diplomata de esquerda chegou à OEA disposto a ouvir os pedidos de mudança e cumprir seus objetivos de renovar o organismo, superar as divisões internas e reintegrar Cuba. Almagro substitui o chileno José Miguel Insulza, que esteve à frente do órgão durante uma década marcada por uma profunda divisão interna que dificultou os consensos, o golpe de Estado em Honduras de 2009, o fim da suspensão de Cuba, a crise política na Venezuela e o avanço na política contra as drogas. EFE cg/cd (foto) (vídeo)

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