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Americanos ameaçam tirar Rússia do G8 se país continuar com “invasão da Crimeia” 

EUA afirmam que Moscou vai pagar caro pelas ações militares na região

Internacional|Do R7, com AFP

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Em Kiev, manifestante protesta contra a intervenção russa na região exibindo um cartaz que diz: "Ucrânia e Crimeia estão juntas"
Em Kiev, manifestante protesta contra a intervenção russa na região exibindo um cartaz que diz: "Ucrânia e Crimeia estão juntas"

A Rússia poderá perder seu lugar na mesa das grandes potências, o G8, se continuar com sua "invasão da Crimeia", península do sul da Ucrânia, alertou com firmeza no último domingo (2) o secretário de Estado americano, John Kerry.

O secretário fez a advertência nos programas matinais das grandes redes de TV americanas, e afirmou que Moscou corre o risco de "isolamento econômico" e de sofrer "sanções internacionais" se não retirar suas tropas da Crimeia.


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O presidente russo, Vladimir Putin, "poderá não ter seu lugar na reunião de cúpula do G8, em Sochi. Poderá, inclusive, não continuar no G8 se esta situação prosseguir, ameaçou o responsável pela diplomacia americana, em entrevista à rede NBC.

"Há um preço alto a pagar. Os Estados Unidos estão unidos, a Rússia está isolada. Esta não é uma posição de força", advertiu Kerry no programa Meet the Press, da rede NBC.


França e Grã-Bretanha anunciaram no domingo a suspensão de sua participação nas reuniões preparatórias da cúpula de Sochi, prevista para junho. A Casa Branca indicou ontem que os Estados Unidos contemplam fazer o mesmo.

"Se a Rússia quer ser um membro do G8, precisa comportar-se como tal, disse Kerry ao canal CBS.


"A Rússia escolheu agir de forma agressiva, o que gera um questionamento sobre seu papel no mundo e sua vontade de ser uma nação moderna e membro do G8", insistiu, na rede ABC.

Ontem à noite, Kerry fez uma advertência séria a Moscou, em um comunicado em que criticava "a invasão e ocupação" da Ucrânia pela Rússia, que colocam em risco "a paz e segurança" na região.

"No século 21, não se pode ter um comportamento do século 19 e invadir outro país", queixou-se o secretário de Estado.

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Apesar de costumar buscar compromissos com Moscou, no domingo, Kerry mostrou-se particularmente duro: "O G8 e alguns outros estão dispostos a ir até o fim para isolar a Rússia por causa desta invasão. Estão dispostos a aprovar sanções, a isolar economicamente a Rússia."

A Ucrânia convocou neste domingo seus reservistas, após a ameaça da Rússia de intervir militarmente em seu território, enquanto os países ocidentais estudavam alternativas para conseguir a retirada das tropas russas da Crimeia.

"Pagará um preço enorme", afirmou Kerry à NBC. "A Rússia está isolada. Não está em uma posição de força."

"A última coisa que queremos é a opção militar neste tipo de situação. Queremos uma solução pacífica. Os Estados Unidos e seu presidente contemplam todas as opções, estão todas sobre a mesa", disse Kerry à rede ABC.

O secretário de Estado viajará na noite de terça-feira (4) a Paris para assistir a uma reunião sobre o Líbano no dia seguinte. Em seguida, viajará a Roma para discutir a situação na Líbia. Na capital italiana, está previsto um encontro com o chanceler russo, Serguei Lavrov.

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