Análise: apesar de divergências internas, Irã ganha força em meio ao cessar-fogo dos EUA
Segundo especialista, China enviou ao país persa radares mais modernos e sistemas de defesa aérea modificados
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A prorrogação do cessar-fogo no conflito com o Irã, anunciada pelo presidente Donald Trump na terça-feira (21), não incluiu o fim do bloqueio ao estreito de Ormuz pelos Estados Unidos. Em meio às incertezas de uma trégua na guerra, três embarcações americanas foram alvos de ataques por parte da Guarda Revolucionária do Irã nesta quarta-feira (22).
Em entrevista ao Conexão Record News, Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, afirma que o Paquistão, intermediário das negociações, “não está otimista em um acordo, porém continua insistindo para que haja essa possibilidade”.

Cabral opina que o principal desafio enfrentado agora são as divergências internas do Irã, cuja liderança está dividida entre os desejos dos moderados, dos radicais e de Mojtaba Khamenei, novo líder supremo que estaria debilitado: “Como esse grupo se mantém no poder, negociando com os Estados Unidos, sem fazer concessões? É uma equação extremamente difícil.”
Além disso, o especialista pontua que “a China mandou radares mais modernos e passou sistemas de defesa aérea, AK-9, modificados a partir dos dados de inteligência que os chineses coletaram da guerra. Ou seja, o Irã, caso os Estados Unidos resolvam atacá-lo, não vai ser o Irã de 50 dias atrás. Vai ser um Irã diferente, pronto para reagir.”
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