Análise: apesar de possível apoio ao Irã, guerra e petróleo alto não interessam aos chineses
Segundo professor Leonardo Trevisan, país asiático prioriza estabilidade no comércio mundial
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A acusação dos Estados Unidos de que a China alimenta militarmente os iranianos é difícil de provar, mas sinais existem, aponta o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan em entrevista ao Conexão Record News. Nesta terça-feira (21), o presidente Donald Trump deu a entender que um navio iraniano apreendido podia estar transportando “um presente da China”, o que Pequim negou.
“O Financial Times [jornal britânico] publicou uma matéria, e não foi desmentido, de que o ataque às bases americanas no Oriente Médio era impossível sem a tecnologia chinesa”, destaca o especialista. Trevisan entende que, “de frente à violência dos ataques americanos no Irã, a China resolveu equilibrar o jogo”. No entanto, ele ressalta que não é do interesse chinês uma prolongação do conflito.
Parceira comercial estratégica, a China era destino de mais de 80% das exportações de petróleo iraniano antes da guerra. “Petróleo em alta significa inflação. Inflação significa bancos centrais subindo o juro. Quando o juro sobe, o crescimento econômico cai. A China não tem interesse nisso porque ela quer exportar muito. Para exportar muito, a China precisa, evidentemente, de estabilidade econômica. Guerra e petróleo alto não interessam aos chineses”, conclui.
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