Análise: baixa presença militar na Amazônia pode motivar futuras operações locais dos EUA
‘Temos que ter cuidado para não permitir que agentes estrangeiros atuem junto com forças brasileiras’, alerta especialista
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A classificação norte-americana do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho como organizações terroristas instaurou preocupação entre a população brasileira, de acordo com uma nova pesquisa da Ipsos, que entrevistou 2.000 pessoas. Destas, 48% concordam que a medida representa uma ameaça aos recursos naturais e outras 54% enxergam que a decisão representa uma intromissão em assuntos brasileiros.
O especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral também acredita na possibilidade e entende que as operações de garimpo ilegal realizadas pelo PCC no Amazonas poderiam servir de desculpa para os serviços de inteligência dos EUA realizarem operações em território nacional.

“A Amazônia é cobiçada pelos seus recursos naturais, pela imensidade que ela representa e pela água [...]. Temos que ter cuidado para não permitir que agentes estrangeiros atuem junto com forças brasileiras, sejam elas policiais, sejam elas militares”, afirmou o especialista ao Conexão Record News desta sexta-feira (26).
Ao mesmo tempo que o local é estratégico, ele é pouco defendido. Cabral mencionou que o baixo orçamento dos batalhões ribeirinhos e a falta de helicópteros e outros veículos capazes de adentrar a densa floresta enfraquecem o monitoramento e patrulha das fronteiras. Tal cenário motiva a continuidade das ações dos grupos criminosos e a intromissão dos estrangeiros.
“Precisamos de mais agilidade, mais recursos e mais entrosamento da Polícia Militar local com a Polícia Federal. [...] Nossa inteligência está praticamente concentrada em Brasília; onde está a inteligência nas fronteiras? [...] O trabalho de segurança pública, se não for bem-feito, vai dar justificativa para que outros países façam aquilo que a gente não consegue fazer por decisão política”, conclui o estrategista.
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