Análise: Europa se arma e firma alianças para tentar conter ‘eventual expansionismo russo’
Secretário-geral da Otan e presidente ucraniano Volodymyr Zelensky vão participar de reunião na próxima segunda (13), na França
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vão participar da reunião da “coalizão dos dispostos” na próxima segunda-feira (13), em Paris, na França. O objetivo do encontro é aproveitar o impulso gerado pela cúpula da Otan na Turquia, realizada no início da semana, para ajudar a Ucrânia.
O planejamento para as garantias de segurança a serem implementadas quando um cessar-fogo for alcançado entre a Ucrânia e a Rússia ainda está em andamento. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que usaria a cúpula dos aliados da Ucrânia para apresentar novas iniciativas de defesa e exercícios militares conjuntos.
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A reunião de 13 de julho, que deverá contar com a presença de líderes da União Europeia, também terá como foco o combate à frota paralela da Rússia, novas capacidades militares para a Ucrânia, maior mobilização das indústrias de defesa e uma cooperação operacional mais profunda entre os apoiadores de Kiev. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem demonstrado uma postura mais favorável em relação ao país do Leste Europeu.
Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (10), Bruno Pasquarelli, doutor em ciência política e professor, pontua que os países europeus estão se rearmando e tentam, a todo momento, fazer aliados para reforçar o poderio militar para tentar conter Vladmir Putin.
“Então, conforme um cessar-fogo acontecer, é necessário que a Ucrânia tenha muito claro quais serão as garantias desse acordo. [...] Os líderes europeus se preocupam muito com isso, e principalmente o Volodymyr Zelensky, que tem no histórico da relação com a Rússia essa questão do Putin a todo momento quebrar os acordos realizados”, afirma.
Sobre a cúpula da aliança na Turquia, Pasquarelli diz que foi possível perceber uma tentativa de tornar a Europa mais unificada em termos militares “por conta dessa preocupação com o eventual expansionismo russo, principalmente nas regiões da Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia".
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