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Análise: permanência de Israel em áreas ocupadas amplia tensão no Oriente Médio

Medida envolve áreas da Faixa de Gaza, do sul do Líbano e da Síria, consideradas zonas de segurança pelo governo israelense

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro da Defesa de Israel afirmou que o exército permanecerá indefinidamente em zonas de segurança para proteger o povo israelense.
  • Essas zonas de segurança incluem territórios no Líbano, Síria e Faixa de Gaza.
  • Há uma ameaça de retaliação contra o Irã caso este ataque Israel devido às operações no Líbano.
  • A permanência de Israel nessas áreas é vista como parte de uma estratégia expansionista que pode ser revertida com pressão externa, especialmente dos Estados Unidos.

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O ministro da Defesa de Israel declarou que o exército do país vai permanecer por tempo indefinido nas chamadas zonas de segurança. Durante um discurso em uma cerimônia militar, ele declarou que o objetivo é proteger o povo israelense de “elementos jihadistas”. As chamadas zonas de segurança incluem territórios no Líbano, Síria e Faixa de Gaza.

O ministro também reiterou a ameaça de que atingirão com toda a força a República Islâmica, caso o Irã ataque Israel devido às operações no Líbano. Para o pesquisador do Núcleo de Estudos dos Países Brics da UFF (Universidade Federal Fluminense), Lier Ferreira, a manutenção dessas áreas ocupadas reforça uma estratégia expansionista que dificilmente será revertida sem pressão externa. Segundo ele, Israel só tende a recuar caso a comunidade internacional, especialmente os Estados Unidos, imponha custos políticos, jurídicos e materiais à continuidade dessa ocupação.


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De acordo com Ferreira, existem condições para Israel cessar essa ação: “Isso terá que ser feito por meio da combinação entre a chamada pressão multilateral, principalmente dos Estados Unidos, com a responsabilização de Israel e de seus dirigentes por eventuais crimes de guerra e contra a humanidade.” Esse processo poderia contribuir para a construção de um cenário de segurança mais estável após o conflito.

“Evidentemente, isso geraria uma garantia de segurança para um arranjo pós-conflito que faça com que Israel retroaja dos territórios árabes ocupados ilegalmente nas últimas décadas, territórios esses que se ampliam nesse momento tanto com a ocupação em Gaza quanto com a ocupação no sul do Líbano.”


Sob a perspectiva do direito internacional, a ocupação militar de um território não garante soberania ou direitos permanentes sobre a área controlada. Para Lier, a anexação nas chamadas áreas de segurança de Israel é juridicamente inconsistente do ponto de vista prolongado.

O pesquisador defende que uma solução duradoura para a região depende de garantias para todas as partes envolvidas. “Se quisermos encontrar uma solução duradoura para o Oriente Médio, teremos que encontrar uma solução que, por um lado, garanta a existência e a segurança do Estado de Israel e também [...] dos palestinos e de demais territórios árabes ocupados.”

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