Após 2 meses hospitalizado em Cuba, Chávez retorna à Venezuela
Internacional|Do R7
Caracas, 18 fev (EFE).- Após ter ficado pouco mais de dois meses em Cuba, onde foi submetido a uma operação para tratar um câncer e seguia sua recuparação, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, retornou nesta segunda-feira ao seu país para dar continuidade ao tratamento em um hospital militar de Caracas. Sem imagens divulgadas e pela madrugada, como costuma ser as suas recorrentes viagens a Cuba, o presidente venezuelano, que foi diagnosticado com um câncer na região pélvica há um ano e oito meses, retornou ao seu país de surpresa e sem aviso prévio. Através de uma mensagem no Twitter, Chávez, que não usava esse meio há quatro meses, confirmou seu retorno à Venezuela por volta das 2h30 locais. "Chegamos de novo à Pátria venezuelana. Obrigado meu Deus!! Obrigado Povo amado!! Aqui continuaremos o tratamento", anunciou o presidente venezuelano em sua conta (@chavezcandanga). "Sigo aferrado a Cristo e confiante em meus médicos e enfermeiras. Até a vitória sempre!! Viveremos e venceremos!!!", acrescentou Chávez. Além de ter anunciado seu retorno à Venezuela, o presidente venezuelano também usou o Twitter para agradecer o apoio que recebeu em Cuba e o carinho de seu povo. "Obrigado a Fidel, a Raúl e a toda Cuba!! Obrigado a Venezuela por tanto amor!!", escreveu Chávez em alusão ao líder cubano, Fidel Castro, e ao presidente desse país, Raúl Castro. Segundo fontes do Governo, o presidente venezuelano está internado no Hospital Militar Dr. Carlos Arvelo em Caracas, onde foi levado para continuar com seu tratamento. Nesta manhã, a empolgação dos venezuelanos devido ao retorno do presidente, tanto nas ruas como no Governo, era visível. "Um dia como o de hoje, um 18 de fevereiro de 2013, o que temos é mente positiva, oração amorosa e felicidade absoluta porque nosso comandante está aqui", declarou o vice-presidente Nicolás Maduro em declarações ao canal estatal "VTV". Maduro, que venceria o líder opositor, Henrique Capriles, em uma possível eleição presidencial, segundo uma pesquisa divulgada ontem, também assinalou que Chávez está acompanhado no hospital por sua família e várias figuras do Governo. O vice-presidente venezuelano exaltou o trabalho da equipe médica que esteve com o presidente "durante toda esta batalha", mas evitou fazer comentários sobre o estado de saúde de Chávez, algo que, segundo ele, será informando nos próximos dias. "É seguro que o sorriso maior, a alegria maior está no coração de milhões de homens e mulheres, e a eles nós lhes dizemos: esta batalha continua e nosso comandante está aqui, junto ao seu povo", completou o vice-presidente. Por sua parte, o ministro de Comunicação, Ernesto Villegas, indicou que o retorno de Chávez representa a derrota das "vozes agoureiras" que questionavam o estado de saúde de Chávez e colocavam em dúvida a versão oficial. Na última semana, por conta dessas dúvidas, foram divulgadas as primeiras imagens do presidente após sua operação em Cuba. Nestas, Chávez aparecia acompanhado de suas filhas, com um jornal do dia na mão e deitado na cama de um hospital. O presidente venezuelano foi submetido a sua quarta operação em 18 meses no último dia 11 de dezembro para tratar um câncer do qual se sabe apenas que está situado na região pélvica, mas não sobre sua natureza. Desde 1999 no poder e aos 58 anos, Chávez enfrenta um árduo pós-operatório, no qual se produziram complicações em consequência de uma hemorragia e uma infecção pulmonar que provocou uma insuficiência respiratória. Segundo um comunicado do Governo emitido na última sexta-feira, o presidente venezuelano teve que passar por uma traqueostomia e segue recebendo um "tratamento enérgico para a doença", ou seja, "não está isento de complicações". Por causa de seu debilitado estado de saúde, Chávez não pôde realizar o juramento de seu novo mandato (2013-2019) no último dia 10 de janeiro, como estava fixado na Constituição, uma situação que a Corte Suprema resolveu em uma controversa decisão judicial, a qual estabeleceu que o mesmo poderia fazê-lo quando se recuperasse e que seu governo continuava interino até então. Durante este tempo, Maduro liderou o Governo entre críticas da oposição, cujo líder, Henrique Capriles, lhe acusou de ineficiência e de mentir sobre a saúde de Chávez e sobre a política econômica. "Bom dia. Lendo a notícia do retorno do Presidente. Seja bem-vindo à Venezuela, tomara que seu retorno gere sensatez em seu governo", afirmou Capriles nesta segunda através do Twitter. O líder opositor, que perdeu as eleições presidenciais para Chávez no último dia 7 de outubro, assinalou: "Que o retorno do Presidente signifique que o Sr. Maduro e os Ministros se ponham a trabalhar. Há milhares de problemas por resolver". "Tomara que o retorno do Presidente seja definitivo e signifique a paralisação imediata do #PaquetazoROJO (Pacotão Vermelho)", acrescentou Capriles em alusão à decisão do Governo de desvalorizar a moeda um 32% em relação ao dólar. EFE jlp/fk











