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Após Bariloche, Argentina registra assaltos em massa em mais cinco cidades

Dois supermercados foram saqueados em Bariloche

Internacional|Do R7

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Membros do grupo Quebracho protestam ontem em Buenos Aires pelos 11 anos de manifestações que terminaram com a queda de Fernando de la Rúa
Membros do grupo Quebracho protestam ontem em Buenos Aires pelos 11 anos de manifestações que terminaram com a queda de Fernando de la Rúa

Após registrarem assaltos em massa em dois supermercados de Barilochenesta quinta-feira (20), as autoridades argentinas confirmaram mais uma série de roubos a estabelecimentos comerciais em outras cinco cidades do país na madrugada desta sexta-feira (21).

Os novos episódios ocorreram nas cidades de Campana, Zárate, Rosário, Villa Gobernador Gálvez e em Resistência, na Província de Chaco, situada a mil quilômetros da capital, Buenos Aires.


Em Campana, segundo fontes policiais, cem pessoas foram presas após atacarem dois supermercados, um posto de gasolina e inúmeros caminhões.

Duas pessoas morrem em saques em Rosário


Dois supermercados de Bariloche sofrem saques

"Não tenho ideia de quem pode estar por trás de isso, mas há alguém coordenando essas ações", afirmou hoje o secretário de gabinete de Campana, Claudio Rodríguez, à Rádio 10 de Buenos Aires.


O chefe da polícia da Província de Buenos Aires, Hugo Matzkin, afirmou à imprensa local que dezenas de policiais ficaram feridos ao tentar impedir esses saques.

"Restauraremos a ordem desejada o quanto antes", enfatizou Matzkin, que ressaltou que também manterá agentes no local para evitar novas ações semelhantes.


Na vizinha cidade de Zárate, mais de 30 pequenos estabelecimentos comerciais foram saqueados, enquanto cerca de 40 pessoas invadiram dois supermercados de empresários chineses em Rosário e roubaram uma grande quantidade de mercadoria.

"Por conta dos atos de violência registrados ontem à noite, há dois feridos, um de 17 anos e outro de 36, por armas de fogo. Há outros feridos por armas brancas também", afirmou hoje ao canal TN Fernando Assegurado, secretário do Governo de Rosário.

O secretário de governo de Villa Gobernador Gálvez, Diego Garavano, confirmou à imprensa que sete comércios da cidade foram saqueados, além da prisão de 14 pessoas.

Já em Resistência, sete integrantes de diferentes partidos políticos, os quais tinham participado de uma manifestação nessa cidade, foram detidos depois de invadirem uma discoteca, onde quebraram inúmeros objetos e roubaram bebidas.

Saques em Bariloche

Todos estes incidentes foram registrados depois que, na manhã de ontem, dois supermercados da cidade de Bariloche foram assaltados por mais de cem pessoas, que roubaram eletrodomésticos e roupas.

Após os incidentes em Bariloche e a solicitação do governador de Río Negro, Alberto Weretilneck, a presidente argentina, Cristina Kirchner, ordenou o envio de forças de segurança federais a essa cidade do sul do país.

Cerca de 400 soldados da Gendarmaria já chegaram a Bariloche, acompanhados pelo secretário de Segurança argentino, Sergio Berni.

O chefe de gabinete, Juan Manuel Abal Medina, declarou ontem que os fatos registrados em Bariloche "estão relacionados a questões muito particulares que não casualmente ocorrem em uma data como esta", quando se completam 11 anos das jornadas de protesto social, que incluíam saques e que terminaram com a queda do governo do então presidente Fernando de la Rúa, que renunciou no dia 20 de dezembro de 2001.

Insatisfação contra Cristina

A onda de saques na Argentina ocorre em meio a uma série de protestos da população contra o governo de Cristina Kirchner.

Além dos protestos de ontem, em celebração aos 11 anos da queda de La Rúa, milhares de trabalhadores e ativistas de esquerda protestaram na quarta-feira, no centro de Buenos Aires, para exigir a redução de impostos e denunciar a inflação e a insegurança.

O protesto registrou a incomum aliança entre sindicalistas peronistas e partidos da esquerda, adversários históricos na Argentina.

O governo ainda não declarou se a recente onda de saques está relacionada à série de protestos contra Cristina.

Após sua contundente vitória nas eleições de outubro de 2011, com 54% dos votos, a presidente viu sua aprovação cair de 64,1% para 30,6% em um ano, segundo a consultoria M&F.

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