Logo R7.com
RecordPlus

Após bloqueio por protestos, Irã desbloqueia internet em celulares

Depois de 11 dias com o serviço bloqueado por conta dos protestos contra o governo, os serviços de dados móveis começam a voltar a funcionar no país

Internacional|Da EFE

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Centenas de estabelecimentos comerciais foram destruídos durante os protestos
Centenas de estabelecimentos comerciais foram destruídos durante os protestos

As autoridades do Irã começaram, nesta quarta-feira (27), a restaurar a conexão a internet em telefones celulares, cortada desde o último dia 16 por causa da onda de protestos e motins no país.

De acordo com informações de usuários de várias empresas iranianas passadas à Agência Efe, seus dados móveis já estão funcionando, alguns por horas e outros por alguns minutos.


Serviços restabelecidos

A primeira empresa de telefonia que começou a fornecer internet aos seus clientes foi a Irancell, enquanto a outra grande empresa, a MCI, levou um pouco mais de tempo para restabelecer o serviço.


Leia também

Os telefones fixos já estão em operação desde o último sábado, dois dias após o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, órgão responsável pela decisão de bloquear a internet, informar a aprovação da conectividade "para algumas áreas".

As principais regiões que permaneceram bloqueadas foram nas províncias de Fars (sul), Juzestan (sudoeste) e Alborz (norte), locais onde os distúrbios eram de maior intensidade e duração.


Pelo menos em Juzestan, a conectividade das linhas fixas foi restaurada hoje, mas ainda não a dos telefones celulares, disse à Efe um morador daquela província.

Onda de violência


No último dia 16, as autoridades iranianas decidiram cortar a internet devido à grande quantidade de protestos desencadeados no dia anterior pelo aumento do preço da gasolina entre 50% e 300%.

A justificativa do governo, muito criticada internacionalmente, é que as redes sociais eram os meios utilizados para organizar os protestos e transmitir os vídeos dos atos.

Na última quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou que o Irã havia bloqueado o acesso à internet para ocultar as "mortes e tragédias" provocadas por seus próprios líderes.

Mortes e destruição

A Anistia Internacional e a Human Rights Watch denunciaram que mais de 140 manifestantes morreram em cerca de 20 cidades devido à repressão das forças de segurança e que os detidos são contados por milhares.

No entanto, as autoridades iranianas não divulgaram um número de mortos e o ministro do Interior, Abdolreza Rahmani Fazli, limitou-se hoje a falar sobre os danos cometidos por "vândalos".

O ministro explicou que entre os alvos da destruição estão 731 agências bancárias, 140 propriedades públicas, 70 postos de combustível, 50 delegacias de polícia e nove centro religiosos, assim como centenas de veículos.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.