Após receberem ultimato de Trump, ‘os iranianos estão dobrando a aposta’; veja análise
Especialista em relações internacionais avalia que ‘Trump se colocou em xeque dentro do jogo de xadrez que ele mesmo criou’
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Em um tom de ameaça que deixou o mundo inteiro em alerta, Donald Trump afirmou que, quando o prazo do ultimato dado ao Irã para liberar o estreito de Ormuz terminar às 21 horas desta terça-feira (7), “uma civilização inteira morrerá esta noite”.
Ao analisar a fala de Trump, o economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena notou que ela está de acordo com a estratégia de double down. A tática se resume a criar dificuldades até que o oponente recue da situação: “A gente viu isso na Venezuela e com as tarifas. [...] A diferença é que ele não esperava que o Irã fizesse o contrário. [...] Os iranianos estão dobrando a aposta”.

“Trump se colocou em xeque dentro do jogo de xadrez que ele mesmo criou”, avalia Lucena sobre o cenário atual enfrentado pelo líder. Ao ser questionado sobre o assunto no Conexão Record News desta terça, o especialista arriscou que Trump não seguirá em frente com as próprias ameaças.
Isso se deve às consequências que elas trariam para a economia global e aos direitos humanitários que elas feririam, capazes de tornar o presidente um criminoso de guerra e pária da ONU (Organização das Nações Unidas). Além disso, as ramificações do ataque levariam a baixos índices na popularidade do presidente, o que poderia custar a vitória do partido Republicano nas eleições de meio de mandato.
O economista também afirmou que a estratégia utilizada pelo Irã, ao transformar o estreito de Ormuz em uma forma de chantagem econômica internacional, cria ainda mais pressão interna e externa na administração dos Estados Unidos. Tal plano, unido aos ataques realizados pelo país, coloca o governo norte-americano em uma situação complicada, enquanto o Irã só espera pelas melhores oportunidades no futuro.
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“São ataques calibrados e específicos. [Os futuros ataques] não serão de larga escala, porque os americanos destruíram a capacidade militar do Irã. [...] É uma situação em que o próprio presidente se coloca. Porque, se ele escala o conflito, é uma situação muito difícil para a economia global; mas, se ele não ataca, [...] ele começa a ficar sem credibilidade perante os outros líderes mundiais, o que torna mais difíceis as negociações no futuro”, afirmou.
Lucena conclui que a estratégia militar assumida pelos EUA não levava em consideração a resiliência do Irã em frente aos ataques por meio da martirização do próprio povo e que, agora, a guerra não pende mais tanto para o lado norte-americano. “Acho que é isso que apavora o presidente Donald Trump: perder o conflito para os iranianos, mesmo que eles estejam totalmente destruídos do ponto de vista militar e infraestrutural”.
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