Após roubo dos beagles, Instituto Royal encerra atividades
Internacional|Do R7
São Paulo, 6 nov (EFE).- O laboratório Instituto Royal anunciou nesta quarta-feira o fim de suas atividades por causa da perda de 178 cães da raça beagle usados em experimentos, roubados em outubro por ativistas defensores dos direitos dos animais. O centro, situado na cidade de São Roque, a 59 quilômetros de São Paulo, informou em comunicado que não pode prosseguir suas atividades devido à "a perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas". Além disso, atribuiu o fechamento à "persistente instabilidade e à crise de segurança" que "colocam em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores". A subtração dos cachorros aconteceu no último dia 18 de outubro e foi realizada por um grupo de ativistas que qualificou a ação como um "resgate" dos beagles, que eram utilizados como cobaias em experimentos de laboratório. O Instituto Royal tinha 85 funcionários e se dedicava a realizar testes pré-clínicos para remédios destinados ao tratamento de doenças como câncer, diabetes, hipertensão e epilepsia, entre outras. Os ativistas alegaram que os cachorros eram maltratados e alguns deles eram mutilados, acusações negadas pelo Instituto Royal, que então afirmou que tratava os cachorros "com carinho, cuidado e respeito", e que realizava os testes sob a supervisão das autoridades e seguindo protocolos internacionais. A Polícia Civil de São Paulo abriu duas investigações, uma para averiguar a ação dos ativistas e outra para saber se o Instituto Royal incorreu em maus tratos aos animais. EFE mp/rsd












