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Argentina: Kirchner é processada por manter documentos em casa

Ex-presidente é acusada de "encobrir" material histórico, como prontuário do ex-presidente Hipólito Yrigoyen e carta de José de San Martín

Internacional|Da EFE

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Cristina Kirchner foi acusada de encobrir documentos
Cristina Kirchner foi acusada de encobrir documentos

A ex-presidente da Argentina e atual senadora Cristina Kirchner foi processada nesta segunda-feira (11) por manter em casa documentos históricos, encontrados durante uma operação de busca e apreensão em um imóvel no sul do país.

Cristina está sendo acusada pelo juiz Claudio Bonadio de "encobrimento" desses documentos. Ela mantinha em casa um prontuário do ex-presidente Hipólito Yrigoyen (1916-1922 e 1928-1930) e uma carta que o libertador José de San Martín escreveu, na França, para o chileno Bernardo O'Higgins em 1835.


No último dia 25 de fevereiro, ao ser convocada a depor em oito processos diferentes, a também esposa do ex-presidente Néstor Kirchner, morto em 2010, Cristina disse ser vítima de uma perseguição e rotulou as acusação de "absolutamente falsa".

"O fato do qual me acusam sequer constitui crime porque jamais tive dolosamente sob meu poder documentos alheios ou que devessem ser protegidos por alguma autoridade competente", disse Cristina.


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Para Bonadio, tanto o prontuário como a carta são "patrimônio nacional" e devem permanecer sob custódia de órgãos adequados. Ele ainda afirma que eles foram "ilicitamente obtidos" pela ex-presidente por "autores ainda indeterminados".

Segundo a investigação, o prontuário é um "dossiê de museu" que deveria ser conservado pela Polícia Federal da Argentina. Já a carta foi furtada em 1981, no Chile, de um lote completo de correspondências trocadas entre San Martín e O'Higgins.


"Acredita-se que a carta circulou no mercado negro até a atualidade. Sendo assim, não é factível conceber que Cristina Fernández de Kirchner, advogada, ex-deputada, senadora e ex-presidente por dois mandatos, desconhecesse que tinha nas suas mãos dois documentos de transcendental relevância histórica", afirmou o juiz responsável pelo caso.

"Alguém não identificado subtraiu tais documentos e a acusada os receptou, mantendo-os sob seu poder até eles serem levados pela polícia", completou Bonadio no processo.

Os dois documentos foram encontrados em agosto do ano passado em um imóvel da ex-presidente no sul do país. A operação fazia parte de uma investigação por corrupção contra ela, na qual ela é acusada de comandar uma quadrilha que cobrava propina de empresários da construção civil em troca de benefícios em obras públicas.

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