Logo R7.com
RecordPlus

Arias espera que eleições paraguaias sejam "uma jornada cívica exemplar"

Internacional|Do R7

  • Google News

Assunção, 21 abr (EFE).- O chefe da missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) nas eleições paraguaias, Oscar Arias, se mostrou esperançoso neste domingo de que o pleito será "uma jornada cívica exemplar". Em declarações à Agência Efe, o ex-presidente da Costa Rica e Prêmio Nobel da Paz afirmou que "por enquanto é uma jornada cívica muito linda, todo mundo está votando, há muita calma e as pessoas estão muito tranquilas, cumprindo com a lei". Na sua visita a um colégio eleitoral em um bairro popular de Assunção, Arias uniu-se às vozes de vários líderes políticos que declararam estar contentes com a boa participação registrada nas primeiras horas de votação. "Na maioria das mesas eleitorais, me dizem que um quarto dos eleitores já votou", manifestou. O chefe da missão de observadores da OEA destacou que o "Paraguai evoluiu positivamente nos últimos anos, como demonstra a campanha eleitoral, que transcorreu da maneira mais normal possível se comparada com a de outros países", e mostrou sua confiança no Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE). "Lembremos que o Paraguai é uma democracia jovem, que até 1989 tiveram uma ditadura de 35 anos e acho que o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral é um órgão confiável e que deve dar tranquilidade e confiança ao eleitor paraguaio, por isso que me sinto contente como chefe desta missão da OEA", assegurou. Arias minimizou a importância das duras acusações de corrupção e vínculos com o narcotráfico entre os principais candidatos à Presidência, Horacio Cartes (Partido Colorado, opositor) e Efraín Alegre (Partido Liberal Radical Autêntico, governante) durante a campanha. "As acusações são típicas de uma campanha política, nos Estados Unidos é assim, na Costa Rica, meu país, também...a verdade é que no final, entre os candidatos, sempre se aquece o ambiente e parece que é normal em uma democracia", observou. O ex-presidente da Costa Rica acrescentou que a OEA não tinha recebido durante a manhã denúncias de irregularidades. "Não constam irregularidades, temos delegados e observadores em todo o país, e os partidos políticos têm livre acesso a nós e por enquanto, não temos denúncias", expôs. A OEA, com 68 observadores, é uma das missões internacionais destacadas no Paraguai para supervisionar o pleito, junto à União Europeia, a Unasul, o Parlamento do Mercosul e vários organismos eleitorais latino-americanos. Cerca de 3,5 milhões de paraguaios foram convocados às urnas para escolher entre 11 aspirantes para suceder o presidente Federico Franco, que completa o mandato iniciado em 2008 por Fernando Lugo, destituído do cargo em 22 de junho de 2012. Além disso, os paraguaios elegerão senadores, parlamentares e governadores de departamentos. EFE bpr/ff (foto)(vídeo)

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.