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Assassinatos tornam Iraque, Síria e França locais mais perigosos para repórteres em 2015

Sessenta e sete jornalistas foram mortos em todo o mundo este ano

Internacional|Do R7

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Oito jornalistas morreram no dia 7 de janeiro em Paris quando islamistas armados atacaram a redação do Charlie Hebdo
Oito jornalistas morreram no dia 7 de janeiro em Paris quando islamistas armados atacaram a redação do Charlie Hebdo

O atentado islâmico à revista satírica Charlie Hebdo transformou a França no terceiro país mais mortífero para os jornalistas em 2015, logo atrás de Síria e Iraque, declarou a organização Repórteres Sem Fronteiras nesta terça-feira (29).

Sessenta e sete jornalistas foram mortos em todo o mundo este ano, seja por causa de ou durante seu trabalho, informou a ONG, sediada na capital francesa, em seu relatório anual.


Cerca de 27 jornalistas amadores e sete funcionários de empresas midiáticas também foram mortos.

"A maioria não são jornalistas no lugar errado e na hora errada durante um bombardeio, são jornalistas assassinados para serem impedidos de fazer seu trabalho", declarou o secretário-geral do Repórteres Sem Fronteiras, Christophe Deloire, à Reuters.


"O modelo tradicional de jornalismo está quebrado", afirma Gene Policinski, do Instituto Newseum

"Hoje, se você for jornalista, mesmo se seu público for só de leitores de seu país. Você está se expondo a malucos do outro lado do mundo, grupos de extremistas religiosos, que podem colocar você em uma lista negra, e depois outras pessoas agem e matam você".


Oito jornalistas morreram no dia 7 de janeiro em Paris quando islamistas armados atacaram a redação do Charlie Hebdo, o primeiro ataque do tipo em uma nação ocidental. Com isso, em 2015 dois terços dos repórteres que morreram enquanto trabalhavam foram mortos em um país em paz, disse a Repórteres Sem Fronteiras — o exato oposto de 2014.

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Ainda neste ano, onze jornalistas foram assassinados no Iraque e 10 na Síria, os dois países mais perigosos para estes profissionais. O quarto foi o Iêmen, seguido por Sudão do Sul, Índia, México, Filipinas e Honduras.

O saldo de mortes de 2015 conta uma vítima a mais do que o de 2014, e está um pouco abaixo da média dos últimos 10 anos. Separadamente, a Repórteres Sem Fronteiras também compilou pela primeira vez o número de jornalistas cujas mortes não foram esclarecidas: 43 em 2015.

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