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Assembleia Geral da ONU aprova projeto de Brasil e Alemanha contra espionagem

Internacional|Do R7

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Nações Unidas, 18 dez (EFE).- A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quarta-feira uma resolução promovida por Brasil e Alemanha contra a espionagem em massa de cidadãos e a favor da proteção da privacidade na era digital. "Reafirmamos o direito à privacidade, segundo o qual ninguém deve ser objeto de ingerências arbitrárias ou ilegais em sua vida privada, sua família, sua residência ou sua correspondência", diz a resolução aprovada hoje por unanimidade no plenário da Assembleia Geral. O texto vinha sendo negociando há meses, desde o escândalo gerado pelas denúncias de espionagem em grande escala por parte dos serviços de inteligência dos Estados Unidos a partir das revelações do ex-analista da NSA (Agência de Segurança Nacional) Edward Snowden. A resolução faz menção ao artigo 12 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e ao artigo 17 do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, que citam o direito dos cidadãos de se proteger dessas práticas. O texto exorta os países a respeitar e proteger o direito à privacidade, inclusive no contexto das comunicações digitais, após lembrar que os direitos das pessoas também devem estar protegidos na internet, incluindo a privacidade. O projeto também exige que os Estados adotem medidas para acabar com essas violações e criem as condições necessárias para impedí-las, garantindo que a legislação nacional se ajuste a suas obrigações em virtude do direito internacional. A resolução pede aos países que examinem seus procedimentos, práticas e legislação sobre vigilância e intercepção das comunicações e o armazenamento de dados pessoais, incluindo monitoramento e intercepção em grande escala. O texto expressa "profunda preocupação" pelos possíveis efeitos negativos aos direitos humanos causados pela vigilância e a intercepção das comunicações. Durante as negociações, foram feitas "algumas concessões" para acomodar as "preocupações" expressadas por vários países, entre eles Estados Unidos e Reino Unido, disseram à Efe fontes diplomáticas. As resoluções aprovadas pela Assembleia Geral das Nações Unidas não são legalmente obrigatórias, mas não podem ser vetadas por nenhum país e representam o sentimento majoritário da comunidade internacional. EFE elr/id

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