Ataques do Estado Islâmico ultrapassam fronteiras e levam terror à Europa
França foi o país onde o grupo radical realizou mais atentados e deixou mais vítimas
Internacional|Do R7

O ano mal havia começado e a Europa já recebia o primeiro sinal de que 2015 seria um ano marcado pelas ações de terroristas islâmicos radicais no Velho Continente. Com o fortalecimento do EI (Estado Islâmico) e a incorporação de milhares de estrangeiros nos últimos anos, os alvos do grupo deixaram de se restringir as proximidades de seu califado, declarado há um ano e meio em regiões do Iraque e da Síria, e surpreenderam o mundo ao chegar à França.
Logo no dia 7 de janeiro, um ataque realizado pelos irmãos Cherif e Said Kouachi contra a sede do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, deixou 12 pessoas mortas. Os dois alegaram estar agindo em nome da Al Qaeda na Península Árabe e que o ataque seria uma forma de vingar diversas publicações no jornal de caricaturas de Maomé e de outras figuras religiosas.
Dois dias depois, Amedy Coulibaly matou quatro pessoas em um mercado judaico, também em Paris, e fez vários clientes reféns. Antes de ser morto pela polícia, o disse que era membro do EI e que havia coordenado seu ataque com as ações dos irmãos Kouachi.
Em março deste ano, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, anunciou a adesão formal do grupo islamita nigeriano ao califado do EI e jurou lealdade incondicional ao grupo. Ao longo de 2014, o Boko Haram matou 6.644 pessoas, se tornando ainda mais mortal do que o próprio EI, que foi responsável pela morte de 6.073 pessoas.
Em 26 de junho, o mundo foi mais uma vez confrontado com o terror de ataques de radicais islâmicos em três localidades diferentes. Ao todo, 63 pessoas foram mortas em atentados na Tunísia, França e Kuwait, após o Estado Islâmico instigar o “martírio” no mês sagrado do Ramadã.
No Kuwait, o grupo explodiu uma bomba em uma mesquita xiita durante as preces do dia, matando 25 pessoas e ferindo outras dezenas.
Na Tunísia, um atirador abriu fogo contra turistas hospedados em dois hotéis, o Marahaba Imperial e o Muradi Palm Marinay, matando 37 pessoas e ferindo outras 36.
Na França, um homem foi decapitado e pelo menos duas pessoas ficaram feridas em um ataque contra uma fábrica na cidade de Saint-Quentin-Fallavier (próximo a Lyon, no sudeste do país). Junto ao homem decapitado, foi deixada uma bandeira do EI.
No mês de novembro, o país voltou a ser alvo de terroristas do EI, em uma série de ataques realizados no dia 13. Ao todo, 130 pessoas morreram e 350 ficaram feridas em seis locais diferentes da capital francesa e arredores.
Por mais de uma hora, centenas de pessoas foram feitas reféns na casa de espetáculos Le Bataclán, onde três homens abriram fogo e mataram ao menos cem vítimas. Em Saint-Denis, cidade vizinha de Paris, o Estádio da França foi alvo de explosões durante uma partida entre França e Alemanha, que era acompanhada pelo presidente François Hollande. Os outros ataques foram em restaurantes e cafés parisienses.
Considerado o mentor dos ataques, o belga Abdelhamid Abaaoud foi morto em uma operação policial realizada no dia 19 de novembro no subúrbio da capital francesa. Além dele, a polícia já identificou vários dos responsáveis pela série de atentados, incluindo alguns dos que haviam morrido durante os ataques.
Salah Abdeslam, de 26 anos, que também teria ligação com os atentados continua foragido e é procurado na Bélgica. O país prendeu dezenas de pessoas, por suspeita de terrorismo, e ficou em alerta máximo de segurança durante dias.
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