Ataques sucessivos no Afeganistão deixam 18 mortos e 14 feridos
Internacional|Do R7
(Eleva número de mortos e fornece mais detalhes). Cabul, 20 mar (EFE).- Pelo menos 18 pessoas morreram -dez policiais, um civil e sete terroristas- e 14 ficaram feridas nesta quinta-feira em uma sequência de ataques contra uma delegacia na cidade de Jalalabad, no leste do Afeganistão, disse à Agência Efe uma fonte policial. O ataque começou durante o amanhecer na capital da província de Nangarhar quando um insurgente explodiu a bomba que carregava em seu veículo em frente à delegacia. A explosão foi seguida por outra detonação e troca de tiros entre a polícia e os talibãs. "Foram assassinados um oficial da polícia e outros nove agentes, enquanto 14 pessoas ficaram feridas", afirmou o porta-voz da polícia Hazrat Hussain Mashrigiwal, que informou também que um civil e sete terroristas perderam a vida no ataque. Humayoun Zahir, diretor do hospital para onde foram enviadas as vítimas, elevou o número de feridos e assegurou ao jornal local "Pajhwok" que 22 pessoas foram atendidas, a maioria policiais. O enfrentamento entre as forças de segurança e os talibãs durou várias horas. Um porta-voz dos insurgentes, Zabihula Mujahid, reivindicou o ataque e assegurou que na operação morreram "mais de 20 policiais", segundo o "Pajhwok". Os atentados suicidas são, ao lado dos artefatos explosivos improvisados, os métodos mais frequentes dos talibãs para atacar as forças afegãs e internacionais, embora na prática deixem um elevado número de vítimas civis. Na terça-feira, 15 civis morreram em um atentado suicida em um mercado da cidade de Meymaneh, no norte do país. O conflito afegão se encontra em um de seus momentos mais sangrentos desde a invasão, há 12 anos, dos Estados Unidos, que provocou a queda do regime talibã. O país asiático realizará eleições presidenciais em 5 de abril. Este ano é o último com presença de tropas da Otan no Afeganistão, de acordo com um calendário de retirada gradual que concluirá em dezembro, quando as forças locais assumirão a segurança em todo o território. EFE fpw-jlr-mt/dk












