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Áustria deve ter eleições em setembro após escândalo 

O presidente austríaco Alexander van der Bellen afirmou que é importante que o povo tenha uma nova chance para confiar em seu governo

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Sebastian Kurz, e o presidente Alexander Van der Bellen, em coletiva de imprensa
Sebastian Kurz, e o presidente Alexander Van der Bellen, em coletiva de imprensa

O presidente da Áustria recomendou neste domingo (19) uma nova eleição a ser realizada no começo de setembro, dizendo que quer restaurar a confiança no governo depois que um escândalo em vídeo levou à renúncia do vice-premiê.

O premiê Sebastian Kurz pôs fim à coalizão e pediu uma eleição antecipada no sábado, depois que seu vice, Heinz-Christian Strache, líder do partido de extrema direita, abandonou o cargo após um vídeo que o mostrava discutindo a possibilidade de ajustar contratos do setor público em troca de favores.

Leia também: Líder da Áustria pede eleições antecipadas após escândalo

É mais importante que os austríacos tenham a chance de um novo começo para reconstruir a confiança em seu governo, disse o presidente do país, Alexander van der Bellen, em comunicado no Palácio Imperial de Hofburg, Viena.

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"Esse novo começo deve ocorrer rapidamente, tão rapidamente quanto as provisões da Constituição Federal permitirem, por isso peço eleições... em setembro, se possível no início de setembro", disse o presidente.

Saiba mais: Crise do governo de direita pode antecipar eleições na Áustria

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Strache descreveu o vídeo como um "assassinato político direcionado" e disse que nunca desviou recursos. Ele insistiu que o único crime cometido foi filmar ilegalmente um jantar privado.

Van der Bellen e Kurz disseram em coletiva de imprensa que a estabilidade era a principal prioridade para eles nos próximos meses.

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Kurz repetiu que vê as eleições antecipadas como a única maneira de resolver a crise. "As novas eleições foram uma necessidade, não um desejo", disse.

A composição de um governo interino ficou incerta um dia depois que a coalizão entre conservadores e a extrema direita --que durou 18 meses-- entrou em colapso.

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