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Áustria homenageia pela primeira vez vítimas do fascismo

Estudantes costumavam homenagear soldados mortos em combate, mas o ministro da Defesa decidiu impedir a manifestação de militantes de ultra-direita, na praça dos Heróis, em Viena

Internacional|Do R7

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O israelense Moshe Spitzer, de 85 anos e sobrevivente dos campos de concentração da Áustria, visita o campo de Mauthausen
O israelense Moshe Spitzer, de 85 anos e sobrevivente dos campos de concentração da Áustria, visita o campo de Mauthausen

A Áustria homenageou pela primeira vez as vítimas do fascismo, nesta quarta-feira (8), com uma guarda de honra de soldados do exército austríaco, na cripta da praça dos Heróis (Heldenplatz), em Viena.

Organizações estudantis de ultra-direita se acostumaram a comemorar nesta praça os soldados mortos em combate. Mas o ministro da Defesa, Gerald Klug, tomou a decisão de impedir a manifestação dos militantes de ultra-direita.


"Este dia foi interpretado de forma contraditória no passado", declarou Klug na terça-feira (7) em entrevista coletiva.

— Ali onde as corporações, em anos anteriores, lamentavam a derrota, onde o exército austríaco honrará as vítimas.


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Uma cerimônia oficial foi celebrada na quarta-feira pela manhã na Chancelaria, na presença do chefe de governo, Werner Fayman, e do vice-chanceler, Michael Spindelegger.

O ex-chefe de redação do jornal israelense Jerusalem Post, Ari Rath, que fugiu de Viena em 1938 e retornou em 2007 para adquirir novamente a nacionalidade austríaca, fez um discurso.


Durante um longo período no pós-guerra, a Áustria negou cumplicidade nos crimes dos nazistas contra a humanidade, apresentado-se como "anexada" pela Alemanha em 1938, e a "primeira vítima" de Adolf Hitler.

No final dos anos 1980, o "caso Waldheim" - a revelação do passado nazista de Kurt Waldheim, ex-secretário-geral da ONU e na época presidente austríaco (1986-1992)- mudou a situação.

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