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Berlusconi é condenado a 7 anos de prisão e perda de direitos políticos

Internacional|Do R7

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Roma, 24 jun (EFE).- O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi foi condenado nesta segunda-feira pelo Tribunal de Milão a sete anos de prisão e a perda perpétua de seus direitos políticos pelo caso Ruby, que julgava o político por abuso de poder e incitação à prostituição de menores. As três juízas do tribunal que julgou em primeira instância Berlusconi emitiram uma condenação para o ex-primeiro-ministro italiano superior aos seis anos de prisão solicitado pelo promotor, Ilda Boccassini. O caso julgava a suposta incitação à prostituição de menores que Berlusconi cometeu ao manter relações sexuais pagas com a jovem marroquina Karima el Marough, conhecida como Ruby, quando esta não tinha completado ainda 18 anos. Já o abuso de poder ocorreu quando o ex-primeiro-ministro fez uma ligação para uma delegacia de Milão para exigir que a jovem fosse libertada após ser detida por um roubo. Niccolò Ghedini, advogado de Berlusconi, disse não estar surpreendido pela sentença e anunciou que a defesa recorrerá da condenação, que não será efetiva até ser julgada em última instância. "É uma condenação que fica fora da realidade e das atas processuais. O tribunal não levou em conta a realidade", disse Ghedini na saída do Palácio de Justiça. Em 13 de maio, Ilda Boccassini tinha solicitado seis anos de prisão e inabilitação política perpétua para o ex-primeiro-ministro ao assegurar que "não existe dúvida" que Ruby "manteve sexo com Berlusconi e tinha obtido benefícios em troca" meses antes de completar 18 anos. Ilda Boccassini disse que "meninas que faziam parte de um sistema de prostituição organizado para a satisfação do prazer sexual" do político eram convidadas para festas na mansão de Berlusconi em Arcore, próxima a Milão. Além disso, Ruby obtinha do empresário "diretamente o que necessitava para viver" em troca disso. Para a promotoria, não existem dúvidas que Berlusconi estava ciente de que Ruby era menor de idade quando participou de suas festas e supostamente manteve relações sexuais pagas entre fevereiro e maio de 2010, meses antes da jovem, em novembro desse ano, completar 18 anos. A promotora também foi dura em relação à acusação de abuso de poder, segundo a qual Berlusconi disse que Ruby era sobrinha do então presidente egípcio, Hosni Mubarak, para conseguir sua liberdade. Para a promotora, o suposto parentesco entre a jovem e Mubarak era "um embuste colossal" e os policiais da delegacia já sabiam disso. No dia 3 de junho, os advogados de Berlusconi tinham pedido a absolvição de seu cliente, acusando as juízas de estarem predispostas contra e defesa e de terem uma "proximidade cultural" com a promotora, atuando com base em preconceitos. O vice-primeiro-ministro e secretário político do partido de Berlusconi (Povo da Liberdade), Angelino Alfano, informou que tinha ligado para Berlusconi para manifestar sua "mais profunda amargura" e o incentivar a "seguir adiante na defesa dos valores, dos ideais e do programa (político) que milhões de italianos veem encarnado nele". Berlusconi ainda aguarda a decisão do Supremo Tribunal sobre sua condenação a quatro anos de prisão e perda de seus direitos políticos por cinco anos no caso Mediaset. O ex-primeiro-ministro espera ainda a resolução da apelação sobre a condenação de um ano de prisão no caso Unipol, sobre escutas telefônica no jornal "Il Giornale", propriedade de seu irmão Paolo. Além disso, no final de mês começará a audiência preliminar do julgamento pela suposta compra em 2007 do senador Sergio di Gregorio para atuar pela queda do governo de Romano Prodi. E na justiça civil, Berlusconi espera a decisão do Supremo sobre a multa de 560 milhões de euros ao seu grupo empresarial Fininvest pelos danos patrimoniais causados ao conglomerado CIR na luta pela editora Mondadori, assim como a apelação pela sentença de divórcio de sua segunda esposa, Verónica Lario. EFE mcs/dk (foto) (áudio)

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