Bloqueio dos EUA pressiona elite iraniana e força negociações, diz especialista
Igor Lucena prevê ainda que, em futuro acordo, americanos podem aceitar que o Irã cobre pedágio no estreito de Ormuz
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O “Projeto Liberdade”, operação elaborada pelo governo de Donald Trump para escoltar navios aliados presos no estreito de Ormuz, será temporariamente suspenso para os Estados Unidos avaliarem um possível acordo de paz com o Irã. O bloqueio econômico de Washington a Teerã, entretanto, continua em vigor e foi responsável pelo ataque a um petroleiro iraniano que tentou furar o cerco nesta quarta-feira (6).
“Esse ataque, obviamente, é para mostrar que o bloqueio americano da região é para valer e forçar os iranianos a aceitarem o acordo”, avaliou o economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena. Ele entende que esse “bloqueio do bloqueio” impossibilita o Irã de exportar petróleo aos aliados, a principal fonte de renda da nação desde o início da guerra.
“Estão sofrendo o mesmo que a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã e Catar, que é a incapacidade de escoar a própria produção de energia”, apontou o especialista. Tal realidade tem gerado consequências à economia do país e coloca em xeque a manutenção do exército e da própria Guarda Revolucionária Iraniana. Pressionados e sem muitas opções, o caminho para a negociação é aberto de maneira forçada.
Lucena crê que o acordo provavelmente não terá cláusulas que envolvam a interrupção dos ataques de Israel a grupos terroristas como o Hezbollah e o Hamas, nem as garantias de reparações de guerra. “Mas podem aceitar que o Irã cobre pelo uso da passagem do estreito de Ormuz, o que encareceria o transporte naquela região para todos os países, o frete, e, obviamente, geraria uma nova configuração mundial da economia”, concluiu o economista no Conexão Record News desta quarta.
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