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Bo Xilai admite infidelidade e rebaixa acusações da espoça em tribunal

Internacional|Do R7

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Jinan (China), 24 ago (EFE).- No terceiro dia de seu julgamento no Tribunal Intermediário de Jinan, no lesta da China, o ex-dirigente político Bo Xilai afirmou neste sábado que sua esposa, Gu Kailai, pretende reduzir sua pena com acusações e admitiu ter mantido pelo menos uma relação extraconjugal. Em um discurso divulgado pela própria corte em sua página da Weibo (espécie de Twitter chinês), Bo voltou a atacar o testemunho de Gu, que, anteriormente, o acusou de ter aceitado subornos e, inclusive, de ter consciência do fato. "Me dá pena Gu Kailai. É uma mulher relativamente frágil, isso junto com sua situação econômica...", declarou Bo. Após lembrar que sua esposa foi condenada à morte pelo assassinato do empresário britânico Neil Heywood, mas com possibilidade de comutação por bom comportamento, Bo apontou que ela o acusa para tentar evitar a sentença... "Todas as acusações partem dela", declarou. O ex-secretário-geral do Partido Comunista na cidade de Chongqing (centro) também admitiu que no final dos anos 90 manteve relações extraconjugais, fato que causou a ira de Gu e fez com que a advogada se mudasse ao Reino Unido com o filho do casal, Bo Guagua. "Em certo modo, ela fez isso porque estava realmente muito zangada com meu adultério", explicou. Na primeira parte da sessão de hoje - o terceiro dia de julgamento -, as autoridades se dedicaram às acusações de apropriação de dinheiro público (US$ 800 mil), rejeitadas veementemente pelo ex-dirigente político. As acusações alegam que o Bo se apropriou de verbas públicas para pagar os estudos de Bo Guagua, que frequentou a exclusiva escola privada britânica Harrow. Após passar seus primeiros anos universitários em Harvard, o caçula de Bo agora é estudante da Universidade de Columbia, em Nova York. No entanto, para escapar dessa acusação, Bo alegou que quem pagava os estudos de seu filho era sua esposa, que, como advogada, teria dinheiro suficiente para isso. "Gu testemunhou que seu escritório de advogados tinha cinco filiais, ou seja, a situação econômica era muito boa. Gu também me disse que Guagua era um estudante excepcional e que tinha conseguido bolsas de estudos", declarou o ex-secretário-geral do Partido Comunista em Chongqing. Bo também falou sobre seu filho mais velho, Li Wangzhi, fruto de seu primeiro casamento, para lembrar que "ele também estudou no exterior (...)". Durante a primeira sessão de hoje, os juízes apresentaram uma confissão assinada por Bo em abril, na qual ele admite que devia ter examinado "mais atentamente" o manejo dos fundos e a procedência das receitas de sua esposa. O julgamento de Bo por desvio de verba pública, suborno e abuso de poder entrou neste sábado em seu terceiro dia, depois que nas duas jornadas anteriores a justiça se concentrasse nas acusações de suborno, nas quais o ex-líder chinês teria recebido US$ 3,5 milhões dos empresários Tang Xiaolin e Xu Ming. Bo acusou ontem sua esposa de "estar louca" depois que esta, em um depoimento gravado previamente e apresentado no tribunal, lhe acusasse de saber que Xu Ming tinha custeado um chalé no sudeste da França que ela comprou, assim como diversas viagens e outras prebendas para o filho do casal, Bo Guagua. Uma vez concluído o julgamento, ainda sem uma data exata para ser encerrado, espera-se que o veredicto e a sentença sejam anunciados já nos dias posteriores. EFE pav-mv/fk

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