Bolívia apresenta queixa ao Tribunal de Haia, e Chile diz que não cederá "soberania de mar"
A Bolívia espera que o Tribunal de Haia reconheça o direito do país a uma saída ao mar, perdida em uma disputa contra o Chile no final do século 19
Internacional|Do R7, com agências internacionais

A Bolívia apresentou nesta quarta-feira (24), no Tribunal Internacional de Justiça de Haia, sua queixa contra o Chile para negociar uma saída soberana ao oceano Pacífico, perdida em uma guerra em 1879, informou o chanceler David Choquehuanca em uma mensagem divulgada através do canal estatal de televisão.
"O estado plurinacional da Bolívia, hoje, dia 24 de abril de 2013, demanda o Chile perante o Tribunal Internacional de Justiça, assumindo o mandato histórico do povo boliviano" de recuperar sua qualidade marítima, disse Choquehuanca em uma declaração à imprensa nos arredores do Tribunal, de acordo com a rede de televisão estatal.
O presidente Evo Morales também defendeu o direito de seu país a "voltar ao mar com soberania". Em um breve discurso à imprensa local, Morales assinalou que a reivindicação em nome do povo boliviano foi encaminhada, "após tantos anos de tentativas de retornar ao mar com soberania".
— Esperamos com muita confiança.
Desabamento em Bangladesh deixa dezenas de mortos
Indiano é detido por vender o neto no Facebook
A Bolívia espera que o Tribunal de Haia reconheça o direito do país a uma saída ao mar, perdida em uma disputa contra o Chile, chamada Guerra do Pacífico, no final do século 19. Na batalha em questão (1879-1883), a Bolívia perdeu os 400 Km de seu litoral no Pacífico e 120 mil quadrados de território.
Desde então, o país reivindica uma saída soberana ao oceano que é rejeitada pelo Chile, que, por sua vez, se ampara no Tratado de Paz e Amizade que ambos os países assinaram em 1904, o qual definiu os limites fronteiriços bilaterais.
O Governo chileno considerou que o processo "carece de fundamento jurídico, de fato e de direito", e advertiu que não cederá sua soberania a nenhum Estado.
"O governo do Chile lamenta profundamente que a Bolívia tenha iniciado esta ação carente de fundamentos de fato e de direito", afirmou o chanceler Alfredo Moreno ao ler uma declaração oficial no Ministério das Relações Exteriores.
Dono de barco conta como encontrou suspeito de atentado em Boston
Jovem falsamente acusado pelo atentado em Boston teria sido encontrado morto em rio
"Não vamos ceder soberania a nenhum país porque nosso território e nosso mar pertencem legitimamente a todos os chilenos", ressaltou o presidente Sebastián Piñera durante um ato público na região austral de Aysén.
— Quero dar plena garantia a todos meus compatriotas que utilizando todos os instrumentos dos tratados e do direito internacional, este presidente vai defender com toda a força do mundo cada metro quadrado de nosso território e de nosso mar.
Piñera assinalou que, ao mesmo tempo, seu país vai manter "uma atitude construtiva e de diálogo" para encontrar "soluções factíveis, concretas e úteis para ambos os países", como facilitar o comércio boliviano através dos portos chilenos.
O que acontece no mundo passa por aqui
Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia











