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Brasil convoca embaixador egípcio e pede ao país árabe para proteger civis

Itamaraty ressaltou ao diplomata que governo interino é responsável por acabar com violência

Internacional|Do R7

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Confrontos de sexta-feira deixaram 173 mortos
Confrontos de sexta-feira deixaram 173 mortos

O governo do Brasil convocou nesta sexta-feira (16) para consultas o embaixador do Egito em Brasília, Hossameldin Mohammed Ibrahim Zaki, para manifestar sua preocupação com a grave situação no país árabe e para lembrá-lo que as autoridades egípcias são responsáveis pela segurança dos manifestantes civis e dos brasileiros no país.

Após se reunir com Ibrahim Zaki na tarde de sexta, o governo brasileiro emitiu nota afirmando que "recordou ao embaixador o entendimento de que a responsabilidade pela proteção de civis e pela interrupção da violência recai sobre o governo interino egípcio".


Na reunião, o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Eduardo dos Santos, disse ao diplomata a preocupação do governo brasileiro com a segurança de "manifestantes civis desarmados e dos cidadãos brasileiros".

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A chancelaria brasileira já tinha condenado na quinta-feira (15) a "brutalidade da repressão" a opositores no Egito, em um banho de sangue na quarta-feira (14) que se espalhou pelo país e deixou cerca de 600 mortos.

O Brasil também pediu o diálogo e a conciliação "para que cheguem sem violência às justas aspirações do povo egípcio pela liberdade, a democracia e a prosperidade, expressadas na Revolução do dia 25 de janeiro", como vem sendo conhecido o movimento que derrubou, em fevereiro de 2011, a ditadura de três décadas de Hosni mubarak.


Os confrontos prosseguiram nesta sexta-feira no Egito com dezenas de mortos depois que os islamitas saíram às ruas para protestar contra a operação policial da quarta-feira em dois de seus acampamentos no Cairo, que acabou em distúrbios com quase 600 mortos.

A maioria das vítimas da repressão é partidária do presidente deposto Mohammed Mursi.

A mais recente crise no Egito se iniciou em 3 de julho, quando o islamita Mursi foi destituído por um golpe militar, somente um ano após ser eleito. Desde então, vários protestos foram organizados pelos islamitas para exigir a volta do presidente, que segue detido pelo Exército.

Na quarta-feira (14), forças de segurança agiram com violência quando desmantelavam dois acampamentos tomados pelos apoiadores de Mursi. Centenas de islamitas morreram. O confronto na capital atiçou os ânimos em outras partes do país e espalhou os embates.

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