Campanha eleitoral para presidente no Irã termina sem favorito
Internacional|Do R7
Teerã, 13 jun (EFE).- A campanha para as eleições municipais e presidenciais no Irã foi encerrada nesta quinta-feira sem que nenhum dos seis candidatos desponte como favorito para governar o país. A imprensa iraniana e alguns dos postulantes ao cargo disseram que na votação de amanhã ninguém terá mais de 50% dos votos, por isso será necessário realizar um segundo turno, marcado para 21 de junho. Mais de cinquenta milhões de iranianos, dois terços da população, estão convocados para escolher o décimo primeiro presidente da República Islâmica em seus 34 anos de existência e também 126.000 representantes municipais, segundo dados oficiais. Os colégios eleitorais serão abertos em todo o país às 8h locais (12h30 de Brasília) e serão fechados às 18h locais (10h30 de Brasília), embora o Ministério do Interior tenha afirmado que o horário da votação pode ser estendido. A campanha começou em 21 de maio, depois que o Conselho de Guardiães, órgão religioso que supervisiona a vida política do Irã, selecionou oito candidatos à presidência entre 686 inscritos. O Conselho de Guardiães admitiu como candidatos cinco ultraconservadores principalistas próximos ao líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, dois reformistas moderados próximos aos ex-presidentes Akbar Hashemi Rafsanjani e Mohamed Khatami e um tecnocrata. Ficaram de fora os dois principais oponentes a Khamenei, o próprio Rafsanjani e o nacionalista conservador Esfandiar Rahim Mashaei, principal assessor do atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, cuja corrente ficou excluída. A luta eleitoral ficou assim reduzida, segundo os comentaristas, a uma batalha dentro do núcleo duro do regime islâmico, com três aspirantes mais religiosos e políticos, Saeed Jalili, Ali Akbar Velayati e Gholam Ali Haddad Adel, que depois renunciaria, e outros dois mais pragmáticos, Mohamad Bagher Qalibaf e Mohsen Rezaei. Frente a eles estavam dois reformistas moderados, o clérigo xiita Hassan Rohani e o ex-vice-presidente do período Khatami, Mohamad Reza Aref, que finalmente abandonou a corrida eleitoral para deixar Rohani como candidato de consenso deste setor. O tecnocrata Mohamad Gharazi, que se mostrou disposto a se retirar e apoiar Rohani, ainda está na disputa. EFE cho/dk (foto)












