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Capriles pede debate com Maduro após se desculpar com família de Chávez

Internacional|Do R7

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Laura Barros. Caracas, 14 mar (EFE).- Faltando um mês para as eleições presidenciais na Venezuela, o candidato de oposição Henrique Capriles reivindicou nesta quinta-feira um debate com o presidente interino e candidato governista, Nicolás Maduro, após se desculpar com a família do falecido governante Hugo Chávez. Durante esta semana, Maduro liderou como chefe de governo uma série de atos públicos em que se apresentou como "filho" de Chávez, enquanto Capriles o desafiou a discutir temas como a falta de segurança e o emprego, entre outros. Para isso, Capriles se desculpou hoje com a família de Chávez, uma condição imposta por Maduro para aceitar um debate antes das eleições de 14 de abril, depois que o líder da oposição colocou em dúvida o dia da morte de Hugo Chávez. "Quem sabe quando morreu o presidente Chávez?", perguntou Capriles no dia 10 de março, ao formalizar que aceitava se apresentar como candidato da oposição nas eleições de abril. Em relação ao pedido de Maduro, Capriles declarou hoje à rádio privada "Unión Radio": "Se alguma palavra minha ofendeu o presidente, peço minhas desculpas publicamente", mas ressaltou que "jamais" ofendeu Chávez e sua família, "apesar de todos os insultos e desqualificações" que disse ter recebido. Sobre o debate, afirmou que gostaria de discutir com Maduro, a quem definiu como "uma péssima imitação" de Chávez, sobre "o modelo dos Castro" em Cuba e sobre uma variedade de problemas que afetam a Venezuela, dentre os quais destacou a falta de segurança. "Vamos debater, Nicolás e Capriles, da falta de segurança, da economia, da água, do saneamento básico, do emprego, das expropriações", acrescentou. Maduro tinha garantido ontem que aceitaria debater com Capriles se o candidato de oposição pedisse perdão publicamente à família de Chávez. "Se o candidato da oposição se retratar e pedir perdão à família, se pedir perdão publicamente para as pessoas, penso que podemos fazer um debate público e os debates que o povo quiser", declarou Maduro à emissora de televisão privada "Venevisión". Nas aparições de hoje, entre elas para entregar um conjunto de casas em uma região central do litoral venezuelano, em que o presidente interino chegou dirigindo um ônibus para lembrar seu passado como motorista de transporte público, Maduro não falou sobre o assunto. "Este ônibus tem um motorista, que é Chávez, e tem um rumo, o socialismo", exclamou Maduro, de 50 anos, que trabalhou no transporte público estatal do Metrô de Caracas antes de assumir diversos cargos no Legislativo e depois no Executivo de Chávez. Depois, ao falar diante de vários dos presentes, jurou lealdade a Chávez e bradou motes como "Chávez para sempre, Maduro presidente" e "Com Chávez e Maduro, o povo está seguro". "Temos um compromisso de vida com o povo da Venezuela e vocês sabem que vamos cumpri-lo", acrescentou, antes de inaugurar um novo programa de televisão chamado "Diálogo Bolivariano". Enquanto o país entra totalmente no clima pré-eleitoral, hoje foram finalizados os detalhes para transferir o corpo de Chávez para um museu no oeste de Caracas. Vigiado por até quatro corpos policiais e militares diferentes e em meio a um forte sigilo, foram finalizados os preparativos para a chegada nesta sexta-feira do caixão de Chávez no Museu da Revolução de Caracas. "As informações serão dadas para toda a imprensa amanhã", dizia hoje uma funcionária da Prefeitura de Libertador, município do Distrito Capital, impedindo a passagem dos jornalistas que tentavam conseguir informações de última hora. Maduro lidera amanhã as atividades de mudança do corpo de Chávez desde a Academia, situada no principal complexo militar de Caracas, até o Quartel da Montanha, onde Hugo Chávez se refugiou quando dirigiu como militar o golpe de Estado de 1992 e onde funcionará o agora "Museu da Revolução". Não foi confirmado ainda se o corpo do falecido presidente será embalsamado, já que Maduro admitiu ontem que este processo vai ser "bastante difícil", pois os preparativos deveriam ter sido iniciados antes. EFE lb/rpr (fotos)

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