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Casa Branca diz que aperto de mãos entre Obama e Castro não estava planejado

Internacional|Do R7

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Washington, 10 dez (EFE).- A Casa Branca diminuiu a importância do aperto de mãos desta terça-feira entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o de Cuba, Raúl Castro, em uma homenagem póstuma ao líder sul-africano Nelson Mandela em Johanesburgo. "Não foi um encontro planejado com antecipação", disse um alto funcionário americano, que pediu anonimato, em declarações citadas pelos canais americanos "CNN" e "CBS News". "Acima de tudo, hoje é um dia para homenagear Nelson Mandela, e este era o único foco de atenção do presidente durante o serviço fúnebre" em Johanesburgo, acrescentou. O breve apertão de mãos representou o primeiro encontro documentado entre Obama e Castro, cujos países carecem de relações diplomáticas desde 1961, e aconteceu quando o líder americano se dirigia rumo ao palanque no qual falou aos milhares de sul-africanos presentes na cerimônia por Mandela. Não se trata, no entanto, da primeira vez que um presidente americano estende a mão a um dos irmãos Castro: em setembro de 2000, Bill Clinton cumprimentou o então líder cubano, Fidel Castro, mas o encontro aconteceu longe das câmaras e não chegou à imprensa até mais tarde. Pouco após saudar Castro, Obama aproveitou seu discurso para fazer uma aparente crítica ao regime cubano, entre outros. "Há muitos líderes que asseguram ser solidários com a luta pela liberdade de Madiba (apelativo carinhoso de Mandela), mas não toleram a dissidência em seu próprio povo", destacou Obama. EFE llb/rsd

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