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Centenas de soldados foram degolados por insurgentes, diz exército iraquiano

Denúncia surgiu durante a visita do secretário de Estado americano, John Kerry

Internacional|Do R7

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O avanço dos grupos radicais islâmicos no Iraque pode desestabilizar toda a região
O avanço dos grupos radicais islâmicos no Iraque pode desestabilizar toda a região

O porta-voz do Exército iraquiano, Qasem Ata, denunciou nesta segunda-feira (23) que centenas de soldados e civis foram executados pelos insurgentes sunitas por motivos sectários desde o começo da ofensiva há duas semanas.

Em entrevista coletiva, Ata assinalou que os extremistas degolaram e enforcaram essas vítimas, cujos corpos foram mutilados em algumas ocasiões, nas províncias de Saladino, Ninawa, Kirkuk e Diyala.


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O responsável militar pediu à ONU, à presidência e ao governo iraquiano que "intervenham para condenar e informar sobre estes massacres que devem ser levados antes aos tribunais internacionais porque são crimes contra a Humanidade".

"Todos são alvos de grupos criminosos do Isis (Estado Islâmico do Iraque e do Levante): sunitas, xiitas, cristãos, curdos, turcomanos", acrescentou o porta-voz.


Em diversos foros jihadistas foram publicadas fotografias de execuções sumárias supostamente perpetradas no Iraque, cuja autenticidade não pôde ser verificada. Sobre algumas das zonas onde ocorrem duros combates, Ata negou que a estratégica cidade de Tal Afar (Ninawa) tenha caído em mãos dos insurgentes, embora reconheceu que é alvo de um forte ataque.

Os insurgentes sunitas, liderados pelo Isis, dominam amplas zonas do norte e oeste do Iraque e tomaram o controle de vários passagens fronteiriças com a Síria e Jordânia.


No marco desta escalada da violência, pelo menos 71 presos morreram hoje depois do ataque de homens armados o comboio no qual eram transferidos na província de Babel, a cerca de 110 km ao sul de Bagdá.

Neste incidente, cujas causas são confusas, morreram além disso dois policiais e cinco atacantes, segundo informaram à Agência Efe fontes de segurança. Esse massacre coincide com a chegada a Bagdá do secretário de Estado americano, John Kerry, que faz uma visita surpresa para analisar o conflito com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al- Maliki, e outros responsáveis do país.

Bagdá pediu aos EUA que lancem bombardeios aéreos contra os insurgentes, mas até o momento Washington se limitou a desdobrar 300 assessores militares, insistindo que isto não representa reiniciar suas operações de combate no Iraque e que a solução ao problema não passa por uma via exclusivamente militar. 

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