Chávez proíbe uso de silicone em cirurgias plásticas
Venezuela interdita substâncias utilizadas para "alcançar falsos padrões de beleza"
Internacional|Do R7, com agências internacionais

O Ministério da Saúde da Venezuela publicou uma resolução que proíbe o uso de silicone e outras substâncias que "se aplicam mediante injeção, agulha ou outro sistema para modificar a anatomia com fins estéticos" no país.
A única exceção à norma é o uso desses produtos para fins terapêuticos, desde que com prévia autorização do Ministério.
A lista de produtos proibidos inclui silicones, polímeros, biopolímeros e ácido hialurônico de origem natural, biotecnológica ou sintética — todas substâncias que, segundo a resolução, são utilizadas para "alcançar falsos padrões de beleza".
Quem descumprir a norma e realizar esse tipo de intervenção poderá sofrer sanções civis, penais e administrativas.
A resolução surge após diversos casos de morte de pessoas que usaram essas substâncias em procedimentos estéticos. O caso mais famoso aconteceu em outubro: a morte da juíza Ninoska Queipo, que havia se submetido a uma cirurgia plástica.
O Ministério ainda ressalta que intervenções estéticas são realizadas na Venezuela não apenas em centros médicos autorizados, mas também em salões de beleza, hotéis, barbearias, motéis, centros de massagem e centros estéticos.
No ano passado, o presidente Hugo Chávez já havia criticado, durante seu programa Alô Presidente, o uso de silicones.
"Mulheres que às vezes não têm recursos suficientes para fazer mercado, para os filhos, para comprar roupas, andam tentando financiar uma operação para os seios", criticou o presidente.











