Chefe da esquerda italiana indica que não vai forçar novas eleições
Internacional|Do R7
ROMA, 15 Dez (Reuters) - O novo líder do Partido Democrata de centro-esquerda italiano indicou neste domingo que vai apoiar o governo de coalizão liderado pelo seu colega de partido Enrico Letta até 2015 e não planeja forçar novas eleições.
A vitória esmagadora do prefeito de Florença, Matteo Renzi, em um pleito primário, transformou-o em candidato do Partido Democrata (PD) em qualquer eleição e elevou as especulações de que ele poderia pressionar o seu partido a abandonar o governo de coalizão para uma votação imediata.
Em discurso à assembleia do partido, neste domingo, Renzi pediu apoio para Letta na presidência da União Europeia que a Itália vai assumir na segunda metade de 2014.
"Precisamos ajudar a presidência europeia de Enrico", disse.
Ele pediu aos partidos governistas que construam uma base política sólida, como na Alemanha, onde os conservadores da chanceler Angela Merkel e os sociais-democratas concordaram com uma grande coalizão após semanas de negociações.
Ele disse que um acordo deveria incluir a simplificação da lei do trabalho para aumentar os postos de emprego, mudar a lei de imigração para permitir que os nascidos na Itália de pais estrangeiros possam ter cidadania e a introdução de união civil para os homossexuais.
(Reportagem de Naomi O'Leary)










