China diz que aumento de gastos militares em 2018 é proporcional e baixo
Internacional|Do R7
Por Ben Blanchard
PEQUIM (Reuters) - O aumento dos gastos militares da China em 2018, o maior em três anos, foi proporcional e baixo, e Pequim não foi instigada a entrar em uma corrida armamentícia com os Estados Unidos, disse a mídia estatal chinesa nesta terça-feira.
A China revelou na segunda-feira um aumento de 8,1 por cento nos gastos com a defesa durante a sessão inaugural do Parlamento, dando combustível a um programa de modernização militar ambicioso e preocupando vizinhos como o Japão e a autoadministrada Taiwan.Em um editorial, o jornal oficial China Daily disse que a cifra provocou "acusações dos suspeitos de sempre"."O orçamento de defesa da China nem é o maior em tamanho -- representa só um quarto dos gastos militares dos EUA-- nem tem o índice de crescimento mais rápido", argumentou o jornal em inglês."E, se calculado em termos per capita, os militares da China ficam bem atrás de outros países grandes".O montante do investimento chinês na defesa é observado com atenção em todo o mundo em busca de pistas sobre as intenções estratégicas do país asiático, que vem desenvolvendo novos recursos militares como caças furtivos, porta-aviões e mísseis.O almirante Scott Swift, comandante da Frota da Marinha dos EUA no Pacífico, descreveu a falta de transparência de Pequim como "perturbadora"."Há muitas dúvidas nas mentes dos países da região, e além da região, sobre o que exatamente isso significa. As pessoas não deveriam ter que especular sobre qual é exatamente o objetivo destes aumentos", disse ele em uma coletiva de imprensa em Tóquio, onde está tendo encontros com autoridades japonesas.A China insiste que seus gastos militares são transparentes e não representam uma ameaça a ninguém, sendo necessários simplesmente para atualizar equipamentos antigos e defender seus interesses legítimos, ainda que esteja cada vez mais contundente nas disputas nos mares do Leste e do Sul da China e em Taiwan.Nos mares do Leste e do Sul da China, Pequim está simplesmente tentando se impor, disse o China Daily."O país viu seus interesses marítimos serem cada vez mais desrespeitados nos últimos anos, e portanto almejar militares mais fortes é natural para salvaguardar seus interesses e se contrapor a qualquer ameaça que possa se materializar da postura agressiva de outros incomodados com sua ascensão".
(Reportagem adicional de Tim Kelly em Tóquio)












