Chinesa que diz ter 127 anos pode ser pessoa mais velha do mundo
Equipe do Guinness Book vai estudar caso, que levanta dúvidas sobre registros da China imperial
Internacional|Do R7

Alimihan Seyiti, uma chinesa da etnia uigur, afirma ter 127 anos, algo que, se for confirmado por autoridades e representantes do Guinness Book (Livro dos Recordes), a reconhecerá como a pessoa mais velha do mundo, informou neste sábado (17) o jornal South China Morning Post.
Seyiti, que mora em um povoado próximo à cidade de Kashgar, perto da fronteira da China com os países da Ásia Central, diz ter nascido no dia 25 de junho de 1886, quando o país ainda era governado pela dinastia Qing.
Ela está bem de saúde e contou em entrevista que seus maiores prazeres são cantar e brincar com crianças.
A idosa também destacou que tem o hábito de beber água gelada (algo raro na China, pois a cultura oriental acredita que faz mal à saúde).
A idade de Seyiti deverá ser confirmada pela Associação Gerontológica da China, que enviou uma equipe a Kashgar para estudar o caso dela e o de outros centenários locais.
Um porta-voz do Guinness Book consultado pelo jornal afirmou que espera a autorização das autoridades chinesas para estudar o caso.
A região de Xinjiang, onde fica a cidade de Kashgar (uma área com grandes desertos e habitada por povos muçulmanos como os uigur) tem fama de ser um lugar do país onde muitos têm vida longa.
Censos nacionais mostram que a região concentra 20% dos centenários chineses, apesar de o número de habitantes corresponder a apenas 1,3% do total da população chinesa.
No entanto, ainda é incerto se o recorde poderá ser homologado pelo Guinness, já que em muitas ocasiões, devido a dúvidas nos registros de nascimentos da China imperial (ou à ausência deles), os casos do país não chegaram a entrar no conhecido livro dos recordes.
A pessoa reconhecida pelo Guinness como a mais velha do mundo é a japonesa Misao Okawa, que nasceu em 5 de março de 1898 e tem 115 anos.
Atualmente, segundo registros oficiais confirmados, apenas oito pessoas que nasceram no século 19 ainda estão vivas.
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