Choques entre policiais e professores em Acapulco deixa pelo menos um morto
Professores reivindicam pagamento de salários atrasados e outras exigências
Internacional|Do R7

Um homem morreu e mais de cem professores foram detidos após os enfrentamentos ocorridos na noite de terça-feira (24) com policiais no porto mexicano de Acapulco, informaram fontes sindicais.
Manuel Salvador Rosas, membro da Ceteg (Coordenadoria Estadual dos Trabalhadores da Educação de Guerrero), disse à Rádio Fórmula que a vítima é o professor aposentado Claudio Castillo Peña, de 65 anos.
"Ele morreu às 4h local [8h, em Brasília] pelos golpes que recebeu", disse Rosas, que acrescentou que Peña era um dos 112 professores "detidos que foram levados aos hospitais de Acapulco", no sulista estado de Guerrero.
O subsecretário de Defesa Civil de Guerrero, Raúl Milliani, confirmou à mesma emissora a morte do professor aposentado, que foi levado de uma ambulância da corporação até um hospital com "traumatismo craniano".
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Após um bloqueio de várias horas da via em direção ao aeroporto de Acapulco por parte de integrantes da Ceteg e de um infrutífero diálogo com as autoridades, um grupo de manifestantes atingiu com um ônibus o cerco de agentes federais que fazia a segurança do acesso ao terminal aéreo.
Rosas assinalou que a Ceteg se exime "totalmente desse caminhão que chegou a atacar não só os membros da Polícia Federal, mas os companheiros que tentavam conter a público para que não caísse nas provocações".
Os agentes responderam à agressão com o uso de bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, o que derivou em um enfrentamento no qual os professores utilizaram paus, canos e pedras.
A Secretaria de Governo indicou ontem à noite em comunicado que nos incidentes ficaram feridos pelo menos sete policiais e cinco professores, e também disse que havia detidos, mas não precisou o número.
A manifestação, que começou por volta das 11h local (15h, em Brasília) em reivindicação do pagamento de salários atrasados e outras exigências, foi dispersada umas oito horas depois pela Polícia Federal.
A Ceteg realizou várias manifestações, algumas delas violentas, contra a reforma educativa promulgada em 2013, que eliminou privilégios dos agrupamentos gremiais na contratação, permanência e promoção do pessoal docente.
Além disso, a Ceteg se somou aos protestos pelo desaparecimento dos 43 estudantes da escola de magistério de Ayotzinapa nas mãos de policiais e membros do crime organizado, ocorrida em 26 de setembro de 2014 em Iguala (Guerrero).











