Coalizão de Maliki vence eleições provinciais do Iraque
Internacional|Do R7
Bagdá, 4 mai (EFE).- A coalizão Estado de Direito, liderada pelo primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nouri al-Maliki, alcançou o primeiro lugar nas eleições provinciais realizadas em 20 de abril, segundo os resultados definitivos anunciados neste sábado. Em entrevista coletiva em Bagdá, o presidente da Comissão Suprema Independente Eleitoral, Serbet Rasul, informou que a coalizão ganhou 97 cadeiras das 378 que compõe os conselhos provinciais. As eleições, realizadas em doze das dezoito províncias iraquianas, ocorreram em um momento crítico para Maliki, alvo de protestos da minoria sunita desde dezembro do ano passado. Rasul explicou que os resultados podem ser impugnados em um prazo de três dias e que sua comissão recebeu um total de 220 queixas. Segundo ele, a votação foi realizada em "um ambiente democrático, com observação internacional e local e sem irregularidades que possam afetar os resultados". A plataforma do primeiro-ministro conquistou o primeiro lugar em Bagdá e nas províncias de maioria xiita de Al Qadesiya, Wasat, Al Muthana, Basra, Zi Qar, Babel e Karbala. Além disso, seu partido obteve o segundo lugar na província de Misan, e o quinto em Najaf, ambas de maioria xiita. A Coalizão do Cidadão, liderada pelo presidente do partido xiita Conselho Supremo Islâmico, Emar al-Hakim, obteve 59 cadeiras; e o Bloco dos Liberais, da corrente do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, conquistou 44 assentos. A aliança opositora Al Iraqiya, que apoia os protestos dos sunitas, não se apresentou nas eleições como coalizão mas cada um de seus partidos concorreu sozinho. Um destes grupos, a Coalizão do Público Iraquiano, ganhou na província de Salah ad-Din, de maioria sunita, enquanto o Bloco dos Unidos conquistou treze cadeiras em nível nacional. A participação nas eleições provinciais do Iraque superou 50%, segundo informou a Comissão Eleitoral em 20 de abril após o fechamento das urnas. A votação não foi realizada nas três províncias do Curdistão iraquiano, nem em Al-Anbar, Ninawa e Kirkuk. Al-Anbar e Ninawa são cenários desde dezembro passado de manifestações dos sunitas, que denunciam sofrer discriminação por parte do governo de Maliki. Uma onda de violência assola o país desde o final de abril, após o ataque por parte da polícia e do Exército a uma praça, palco habitual de manifestações de sunitas, na cidade de Al Hueiya, em Kirkuk, que deixou 26 mortos e 155 feridos. EFE ah/dk












