Comitê do Senado aprova relatório sobre táticas de tortura da CIA
Após três anos de investigação foi aprovado um relatório de mais de 6 mil páginas
Internacional|Do R7

A Comissão de Inteligência do Senado dos Estados Unidos aprovou na quinta-feira (13), após uma investigação de três anos, um relatório sobre as táticas de tortura supostamente utilizadas pela CIA, enquanto grupos defensores dos direitos humanos exigem sua divulgação pública.
Com 9 votos a favor e 6 contra, o Comitê aprovou um relatório, de mais de 6 mil páginas, sobre o programa de detenções e interrogatórios que a CIA implementou contra supostos terroristas após os atentados de 2001. O relatório, que será entregue ao Executivo, inclui detalhes sobre cada um dos suspeitos sob custódia da CIA e, segundo os observadores, poderia lançar luz sobre os métodos coercitivos utilizados pela agência de espionagem.
O documento descreve as condições nas quais foram detidos e interrogados os supostos terroristas e os dados de inteligência que proporcionaram, além de emitir uma lista de 20 resultados e recomendações.
Hillary Clinton minimiza chances de disputar a Casa Branca em 2016
ONG pede a Dilma que fale com Vladimir Putin sobre repressão na Rússia
O relatório, que se apoia em mais de seis milhões de páginas da CIA e outros arquivos, será entregue ao presidente Barack Obama e a funcionários do alto escalão do Executivo "para que o revisem e comentem", assegurou a presidente do Comitê, a democrata Dianne Feinstein.
Apesar da pressão de grupos humanitários, Dianne assinalou que, por enquanto, o relatório permanecerá em sigilo em sua totalidade e que sua eventual divulgação dependerá dos comentários do Executivo. Sua publicação, segundo os analistas, ofereceria esclarecimentos sobre o argumento usado durante a Presidência de George W. Bush, em particular pelo então vice-presidente, Dick Cheney, de que a tortura ajudou a extrair importantes dados de inteligência de supostos terroristas.
Grupos defensores dos direitos humanos sempre insistiram que o uso da tortura viola as convenções de Genebra e, longe de produzir informações-chave na luta antiterrorista, mancha a imagem dos EUA.











