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Comitê do Senado dos EUA aprova lei para que Congresso revise pacto com o Irã

Internacional|Do R7

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Washington, 14 abr (EFE).- O Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira por unanimidade um projeto de lei que obrigaria o governo de Barack Obama a submeter à revisão do Congresso americano o acordo internacional alcançado recentemente com o Irã sobre seu programa nuclear. O projeto original, idealizado pelos republicanos e rejeitado pela Casa Branca, sofreu modificações com várias emendas democratas que poderiam fazer com que Obama finalmente apoiasse a lei. O governo americano não quer que as pressões do Capitólio afetem as negociações com o Irã, motivo pelo qual olhará com lupa a linguagem do projeto para não pôr em perigo um acordo-chave. O respaldo bipartidário, com uma votação de 19 votos a favor e nenhum contra, aconteceu depois que a Casa Branca declarou que Obama "poderia estar disposto" a assinar o projeto de lei, para que este não interfira nas negociações sobre o programa nuclear do Irã. O novo projeto de lei diminui o prazo para que o Congresso revise um acordo nuclear com o Irã e permite a Obama apresentar o acordo depois da data limite de 30 de junho determinada entre as partes. As potências do Grupo 5+1 (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido, além da Alemanha) chegaram no início deste mês a um acordo preliminar com o Irã com o objetivo que este país não desenvolva uma arma nuclear, em troca do que estariam dispostos a suspender as sanções que recaem sobre ele. O Congresso dos Estados Unidos foi o executor de muitas das leis sancionadoras contra o Irã, motivo pelo qual os legisladores reivindicavam que o Capitólio tivesse um papel no processo negociador. Deste modo, o novo compromisso alcançado pelo presidente do Comitê das Relações Exteriores, o republicano Bob Corker, e o democrata de maior categoria nessa comissão, Ben Cardin, dá ao Congresso 30 dias para revisar o acordo, uma vez seja alcançado, e votar a favor ou contra seu conteúdo. Os legisladores se reservam, segundo este projeto, a capacidade de voltar a aplicar sanções contra o Irã no momento no qual considerem que Teerã está descumprindo os termos do pacto em relação a seu programa nuclear. O G5+1 e o Irã têm pouco mais de dois meses para finalizar os detalhes técnicos do acordo, que deverá estar pronto até o final de junho, segundo definiram as partes. EFE rg/rsd

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