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Como a lama do fundo do mar pode revelar segredos sobre o Oceano Antártico

Cientistas coletam sedimentos na Península Antártica para estudar impactos da atividade humana e relação entre oceanos e clima

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Equipe internacional de cientistas estuda sedimentos do fundo do mar na Península Antártica.
  • A pesquisa investiga os impactos da atividade humana no meio ambiente, como a caça industrial de baleias.
  • Mais de 40 núcleos de sedimentos foram coletados para análise de DNA e medição de poluição.
  • O projeto busca entender a relação entre oceanos e clima, e o papel das baleias no armazenamento de carbono.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisadores coletam tubos de lama em uma das regiões mais ricas em vida marinha da Antártida Divulgação/Elisenda Balleste

Uma equipe internacional de cientistas quer usar a lama do fundo do mar para desvendar segredos sobre o Oceano Antártico e entender como a atividade humana, incluindo a caça industrial de baleias, afetou o meio ambiente. As informações são da rede britânica BBC e do site especializado Jollof Mash.

No início deste ano, os pesquisadores usaram uma perfuratriz especial acoplada a um navio para extrair mais de 40 núcleos de sedimentos a até 500 metros de profundidade.

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Esses tubos de lama, coletados em uma das regiões mais ricas em vida marinha da Antártida, são como “livros de história”, segundo a pesquisadora principal, Elisenda Balleste, da Universidade de Barcelona.

“As camadas de sedimentos guardam registros do que vive nos mares hoje, do que vivia no passado e evidências do impacto humano”, disse a cientista à BBC.

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Os núcleos foram congelados e transportados para Barcelona, onde serão analisados em laboratórios de diversas instituições pelo mundo. Os cientistas vão datar as camadas, estudar a vida microbiana, medir níveis de poluição e calcular o carbono armazenado na lama.

A pesquisa faz parte do projeto Convex Seascape Survey, que reúne universidades globais para investigar a conexão entre oceanos e clima.

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“Antes de 1950, sem monitoramento na Antártida, núcleos de sedimentos e gelo eram as únicas formas de entender mudanças climáticas e físicas ao longo do tempo”, disse Claire Allen, oceanógrafa do instituto Pesquisa Antártica Britânica (BAS), sobre a importância dos sedimentos.

As amostras, mantidas a -80°C para preservar o material genético, serão usadas em análises de DNA ambiental, uma técnica que permite identificar traços genéticos no ambiente. Carlos Preckler, da Universidade King Abdullah, na Arábia Saudita, lidera essa etapa.

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Ele foca no impacto da caça às baleias, proibida na década de 1980. A ideia é medir quanto carbono as baleias, por seu tamanho e ciclo de vida, armazenam no fundo do mar, ajudando a mitigar o aquecimento global.

O carbono é essencial para a história, porque, quando liberado na atmosfera como dióxido de carbono, ele retém o calor como um cobertor, impulsionando o aquecimento global. “Podemos medir o DNA das baleias e o carbono nos sedimentos para entender o que mudou após a caça industrial”, disse Preckler à BBC.

Qual é o objetivo da equipe internacional de cientistas que estuda o Oceano Antártico?

 

A equipe internacional de cientistas quer usar a lama do fundo do mar para desvendar segredos sobre o Oceano Antártico e entender como a atividade humana, incluindo a caça industrial de baleias, afetou o meio ambiente.

 

Como os pesquisadores coletaram os sedimentos?

 

No início deste ano, os pesquisadores usaram uma perfuratriz especial acoplada a um navio para extrair mais de 40 núcleos de sedimentos a até 500 metros de profundidade.

 

O que os núcleos de sedimentos representam, segundo a pesquisadora Elisenda Balleste?

 

Os núcleos de sedimentos são descritos como "livros de história", pois guardam registros do que vive nos mares hoje, do que vivia no passado e evidências do impacto humano.

 

Para onde foram os núcleos coletados e como serão analisados?

 

Os núcleos foram congelados e transportados para Barcelona, onde serão analisados em laboratórios de diversas instituições pelo mundo. Os cientistas vão datar as camadas, estudar a vida microbiana, medir níveis de poluição e calcular o carbono armazenado na lama.

 

Qual é o nome do projeto que reúne universidades globais para investigar a conexão entre oceanos e clima?

 

A pesquisa faz parte do projeto Convex Seascape Survey.

 

Qual é a importância dos núcleos de sedimentos, segundo Claire Allen?

 

Claire Allen destaca que, antes de 1950, sem monitoramento na Antártida, núcleos de sedimentos e gelo eram as únicas formas de entender mudanças climáticas e físicas ao longo do tempo.

 

Como as amostras de sedimentos estão sendo preservadas e para que serão usadas?

 

As amostras estão sendo mantidas a -80°C para preservar o material genético e serão usadas em análises de DNA ambiental, uma técnica que permite identificar traços genéticos no ambiente.

 

Qual é o foco de Carlos Preckler na pesquisa?

 

Carlos Preckler foca no impacto da caça às baleias, que foi proibida na década de 1980, e busca medir quanto carbono as baleias armazenam no fundo do mar, ajudando a mitigar o aquecimento global.

 

Por que o carbono é importante na pesquisa?

 

O carbono é essencial porque, quando liberado na atmosfera como dióxido de carbono, ele retém calor, impulsionando o aquecimento global. A pesquisa busca medir o DNA das baleias e o carbono nos sedimentos para entender o que mudou após a caça industrial.

 

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