Como a China planeja usar robôs humanoides para patrulhar fronteira com o Vietnã
Área que divide os dois países tem movimento intenso de cargas, caminhões e viajantes
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A China planeja implementar robôs humanoides na fronteira com o Vietnã para atuar em patrulhamento e operações logísticas, incluindo a orientação de viajantes e o controle do fluxo de passageiros no local, que tem cerca de 1.297 quilômetros.
Os equipamentos devem ser instalados em Fangchenggang, na região de Guangxi, marcada pelo intenso movimento de cargas, caminhões e viajantes.
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Como funcionam os robôs?
Os robôs Walker S2 têm estrutura semelhante à humana, com braços, pernas e tronco articulados. Equipados com o sistema de inteligência artificial BrainNet 2.0, eles são capazes de tomar decisões de forma autônoma e executar tarefas variadas, como guiar filas, responder a perguntas simples e monitorar áreas de circulação.
Entre os diferenciais também está a capacidade de trocar baterias sem a ajuda humana. Sensores de profundidade, câmeras e sistemas de feedback nas articulações permitem que as máquinas mantenham equilíbrio e evitem colisões, mesmo em ambientes movimentados.
Na prática, os robôs devem atuar tanto no atendimento ao público quanto no suporte a equipes de logística. Parte das unidades ficará responsável por organizar o fluxo de passageiros e veículos, enquanto outras farão inspeções, checando contêineres e transmitindo informações a centros de controle. Fora da fronteira, o modelo também é cotado para uso em áreas industriais, como inspeções em instalações de aço, cobre e alumínio.
Para os viajantes, a presença dos robôs deve representar atendimento automatizado e orientações em tempo real. Já para agentes da fronteira, a expectativa é que, com a presença das máquinas, eles possam se concentrar em atividades de maior complexidade.
Empresa chinesa é responsável pelo projeto
A UBTECH Robotics Corp., sediada em Shenzhen, é a responsável pelo desenvolvimento do projeto. A empresa firmou um contrato de US$ 37 milhões (R$ 184 milhões) para colocar em operação o Walker S2 e afirma que os pedidos da linha somam cerca de US$ 157 bilhões (R$ 783,1 milhões).
A expectativa é que até 5 mil unidades sejam produzidas até o fim de 2026, alcançando 10 mil até 2027. Especializada em robôs humanoides de tamanho real voltados para uso industrial e serviços públicos, a UBTECH baseia sua tecnologia no conceito de “inteligência incorporada”, um tipo de inteligência artificial capaz de controlar um corpo físico e atuar em ambientes reais e complexos.
O avanço da tecnologia ocorre em paralelo a iniciativas do governo da China. Em 2024, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação abriu uma consulta pública para estabelecer regras para o setor, tratado como estratégico.
Se for bem-sucedida, a tecnologia envolvendo os robôs pode se expandir para outras fronteiras e infraestruturas críticas da China, como aeroportos, portos e estações ferroviárias.
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