Elétricos baratos: China mostra que carros de entrada não serão mais a combustão
Modelos em torno dos R$ 100 mil trazem o que busca o consumidor

Foi-se o tempo em que os hatches compactos eram a base do mercado brasileiro. Há dez anos carros como Chevrolet Onix, Fiat Punto e Palio, Volkswagen Gol e Ford Ka dominavam a cena. Hoje com restrições por conta de emissões, presão por custo e margem apertada, as marcas estão acelerando as vendas de elétricos compactos aqui no Brasil. E a eletrificação chegou e esse processo é rápido mas vai se acentuar. E assim surgem os chineses em um processo de eletrificação acentuada. Essa faixa dos R$ 100 mil está deixando cada vez mais o campo aberto para os chineses.

E há razão bem simples. Um tanque de gasolina custa em média R$ 410 para rodar 500km. Já uma carga elétrica de um BYD Dolphin Mini sai menos de 10% disso e permite rodar cerca de 350km na cidade. E vários deles estão chegando por força por aqui. Confira esse levantamento: Comparativo de potência, torque e autonomiaNo ponto de entrada, o Wuling Bingo é o mais modesto do grupo. O hatch utiliza motor elétrico com cerca de 101cv e 18kgfm de torque, priorizando eficiência e custo baixo. A autonomia varia conforme a versão, mas gira na faixa de 200 a 300 km, reforçando sua vocação urbana. Se vier com a bateria maior de 52kwh, pode rodar até 450km.

Subindo um degrau, o Geely EX2 já entrega um conjunto mais equilibrado. O modelo utiliza motor entre 116cv e autonomia que pode chegar a 289km no Inmetro mas 350km na prática. É um carro que tenta equilibrar preço e uso mais versátil, inclusive com presença confirmada em mercados internacionais — e já observado como candidato ao Brasil. Custa em torno de R$ 120 mil. O BYD Dolphin Mini (derivado do Dolphin global) eleva o patamar técnico. Dependendo da versão, entrega de 95cv e 310Nm de torque, com autonomia entre 400 e quase 490 km. Aqui já há foco em desempenho urbano mais forte e possibilidade de uso rodoviário com maior frequência. Também é um competidor com capilaridade já que a BYd está na liderança de vendas do varejo justamente com esse carro.

No grupo intermediário-avançado aparecem propostas mais recentes. O BAIC Arcfox T1 utiliza motores entre 94 e 127 cv, com autonomia de 320 a 425 km, posicionando-se como um compacto mais sofisticado. Já o GAC Aion UT avança ainda mais em desempenho. O modelo entrega cerca de 204 cv (150 kW) e 210 Nm, com autonomia próxima de 430 km, entrando em um patamar superior dentro dos compactos elétricos.

Por fim, o Dongfeng Box surge como alternativa intermediária, com proposta semelhante ao EX2 e ao Bingo, variando entre foco em custo e eficiência — ainda com dados variáveis conforme mercado, mas dentro da faixa de entrada do segmento.Na prática, o BYD Dolphin Mini e o GAC Aion UT representam a evolução natural do segmento, enquanto Geely EX2 e Wuling Bingo ainda sustentam a base de volume. A movimentação desse setor está em alta e já estamos falando de cerca de 7-8 mil veículos novos por mês no Brasil. Ou seja: a transformação está apenas no começo por aqui.
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