Como funciona o satélite chinês que o Irã teria usado para atacar bases dos EUA
Modelo TEE-01B tem capacidade para captar imagens de sensoriamento remoto com alta precisão
Internacional|Do R7
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O Irã utilizou um satélite espião chinês para atacar bases dos Estados Unidos no Oriente Médio. As informações são do jornal Financial Times.
A publicação britânica aponta que o modelo, um TEE-01B, foi comprado secretamente após ser colocado em órbita pela China. O acordo envolveu a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana.
Após a eclosão da guerra com os EUA e Israel, em 28 de fevereiro, Teerã teria usado o satélite para monitorar as bases militares americanas. Com base nas imagens coordenou ataques contra os locais.
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O Ministério das Relações Exteriores da China nega a reportagem do FT. Já a embaixada chinesa em Washington disse em comunicado enviado ao jornal que o país “se opõe firmemente a que partes relevantes difundam desinformação especulativa e insinuante contra a China”.
Bases militares dos EUA no Oriente Médio foram alvo de ataques retaliatórios do Irã após o início do conflito. Centenas de mísseis e drones foram lançados contra essas instalações.
Como funciona o satélite?
Construído pela empresa chinesa Earth Eye Co, o TEE-01B opera a uma altitude de 545 quilômetros e tem capacidade para captar imagens de sensoriamento remoto com alta precisão.
Na prática, o satélite pode ser utilizado para diversas finalidades, como monitoramento de terras e recursos naturais, exploração mineral, desenvolvimento de cidades inteligentes, mapeamento de áreas florestais, acompanhamento ambiental e apoio à saúde pública em situações de emergência, entre outras aplicações.
Durante a guerra, segundo o Financial Times, o Irã teria utilizado o satélite para acompanhar bases militares dos Estados Unidos. A reportagem cita o uso de listas de coordenadas com registro de tempo, além de imagens captadas e análises de órbita. Esses dados teriam sido coletados ao longo de março, tanto antes quanto após ataques com drones e mísseis contra os alvos.
Ainda de acordo com o jornal, foram capturadas imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, entre os dias 13 e 15 de março. Já no dia 14, foi confirmado que aeronaves americanas alocadas na base haviam sido atingidas.
A reportagem também afirma que, como parte do acordo com a China, a Guarda Revolucionária iraniana passou a ter acesso a estações terrestres comerciais operadas pela Emposat, uma empresa sediada em Pequim responsável pelo controle e processamento de dados de satélites.
Assim como a Rússia, a China é vista como um dos principais aliados do regime iraniano. Segundo a CNN, Pequim estaria se preparando para enviar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas. A informação, porém, foi negada por um porta-voz da embaixada chinesa em Washington, que afirmou que o país “nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito”.
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