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Como funciona sistema antimísseis próprio que a Ucrânia quer criar

Projeto ganhou força após Trump anunciar que Kiev poderá começar a produzir interceptadores do Patriot

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ucrânia desenvolve sistema próprio de defesa antimísseis para reduzir dependência de equipamentos estrangeiros e enfrentar ameaças russas.
  • Projeto liderado pela empresa Fire Point visa produzir interceptadores mais baratos que os mísseis Patriot dos EUA.
  • Especialistas alertam que o desafio principal é tecnológico, exigindo radares de precisão e interceptadores confiáveis.
  • Fire Point busca integrar seus interceptadores em um sistema europeu de defesa contra ameaças balísticas no futuro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Especialistas avaliam que implementar projeto antimíssil em larga escala pode levar anos Reprodução/Instagram/@zelenskyy_official

A Ucrânia está desenvolvendo um sistema próprio de defesa antimísseis para tentar reduzir a dependência de equipamentos estrangeiros e enfrentar a ameaça dos projéteis balísticos russos. A iniciativa é liderada pela empresa de defesa Fire Point, que já fabrica drones e mísseis de cruzeiro usados pelo país na guerra contra a Rússia, segundo reportagem do The New York Times.

O projeto ganhou força após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a Ucrânia poderá começar a produzir interceptadores de mísseis Patriot. Enquanto o sistema americano é considerado uma das principais ferramentas de defesa contra ataques balísticos, a Fire Point trabalha para criar uma alternativa nacional.


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A empresa afirma que pretende produzir seus interceptadores por menos de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por unidade quando o sistema estiver em escala industrial. O valor representa uma redução significativa em comparação com os mísseis Patriot mais avançados, que podem custar mais de US$ 3,7 milhões cada (R$ 187 milhões).

O custo elevado do Patriot não está apenas no míssil. Uma bateria completa do sistema inclui radares sofisticados para detectar e acompanhar alvos, veículos de comando, equipamentos de comunicação e lançadores móveis. Toda essa estrutura torna a operação cara e exige uma logística complexa para manter o sistema funcionando em uma zona de guerra.


Além do preço de cada interceptador, há também o custo da estratégia de uso. É recomendado disparar pelo menos dois mísseis contra um único alvo para aumentar a probabilidade de destruição. A prática é conhecida como “atirar, atirar, observar”. No caso da Ucrânia, porém, os operadores frequentemente lançam apenas um interceptador para economizar os estoques disponíveis.

A Fire Point, criada em 2023, aposta em uma produção mais barata e adaptada às necessidades do conflito. A companhia afirma que seu primeiro modelo será mais próximo do Patriot PAC-2, uma versão anterior do sistema americano, e não do PAC-3, considerado o mais eficiente contra mísseis balísticos modernos.


Apesar da promessa de redução de custos, especialistas alertam que o principal desafio não é apenas financeiro, mas tecnológico. Construir um sistema capaz de localizar, acompanhar e destruir um míssil em alta velocidade exige uma combinação de radares de precisão, softwares avançados e interceptadores altamente confiáveis.

“Defesa antimíssil é a Champions League da fabricação de mísseis”, afirmou Fabian Hoffmann, pesquisador do Instituto Norueguês de Estudos de Defesa, ouvido pelo The New York Times. Segundo ele, qualquer pequena falha pode fazer com que o sistema perca o alvo.


A busca por uma alternativa própria ocorre em um momento de forte demanda mundial por sistemas de defesa aérea. A guerra na Ucrânia aumentou o consumo de interceptadores Patriot, enquanto outros países também passaram a procurar soluções nacionais para reduzir a dependência de fornecedores externos.

A Fire Point afirma que seu objetivo vai além de atender apenas às necessidades ucranianas. A empresa trabalha para que seus interceptadores possam integrar, no futuro, um sistema europeu de defesa contra ameaças balísticas.

“Você pode usar nosso interceptador como o elemento central de um escudo antimíssil pan-europeu”, disse Denys Shtilerman, chefe de design da empresa, durante uma feira internacional de defesa em Paris.

Especialistas consultados pelo NYT, porém, avaliam que transformar o projeto em um sistema operacional de larga escala pode levar anos. Além do desenvolvimento do míssil, será necessário produzir componentes, realizar testes e garantir que o equipamento tenha desempenho confiável em situações reais de combate.

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