Logo R7.com
RecordPlus

O que é o ‘mel louco’ do Nepal e como esse produto, vendido pela internet, pode causar morte

Considerada ‘superalimento’, esta variedade de mel é produzida por uma espécie de abelha gigante que vive a 4 mil metros de altitude

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 'Mel louco' do Nepal é um produto exótico conhecido por seus efeitos alucinógenos.
  • É extraído de colmeias de abelhas que se alimentam de flores ricas em grayanotoxina.
  • O consumo deste mel pode causar efeitos colaterais graves, incluindo náuseas, vômitos e até morte.
  • Apesar dos riscos, o produto é vendido pela internet, atraindo curiosos e aventureiros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A abelha gigante do Himalaia (Apis laboriosa) é responsável por produzir o mel louco do Nepal, que, usado sem orientação, pode causar até morte
A abelha gigante do Himalaia (Apis laboriosa) é responsável por produzir o mel louco do Nepal, que, usado sem orientação, pode causar até morte Dutta Roy Sagnik (CC BY 4.0)

O chamado “mel louco” do Nepal, produzido pelas abelhas gigantes dos Himalaias, está sendo vendido pela internet em diversos países e pode causar intoxicações graves, incluindo queda brusca da pressão arterial e até risco de morte.

O produto contém uma toxina natural, a grayanotoxina, que interfere diretamente nos sinais elétricos do coração.


O que é o “mel louco”?

O mel louco, conhecido localmente como bhir mauri ko maha, é produzido pela abelha-das-falésias do Himalaia, também conhecida como abelha gigante do Himalaia (Apis laboriosa), a maior espécie de abelha do mundo.

Essas abelhas constroem colmeias em paredões rochosos a até 4.000 metros de altitude e se alimentam do néctar das flores de rododendro, que contém grayanotoxina.


Essa substância, concentrada no mel, é responsável pelos efeitos tóxicos.

Veja Também

Quais são seus efeitos no corpo humano?

Em pequenas doses (cerca de uma colher de chá), o mel pode causar sensação de calor e leve tontura.


Em doses maiores (algumas colheres de sopa), pode provocar bradicardia (diminuição na frequência cardíaca) severa, queda de pressão, náusea, vômito e desmaios.

Em casos extremos, o consumo pode levar a colapso cardiovascular e necessidade de hospitalização imediata.


O tratamento geralmente envolve soro intravenoso e atropina, medicamento que normaliza o ritmo cardíaco.

Por que é perigoso?

O problema está na linha tênue entre dose medicinal e dose tóxica, que varia conforme a época da colheita e a região.

O mel produzido na primavera, quando os rododendros florescem intensamente, concentra níveis mais altos de grayanotoxina, aumentando o risco de intoxicação.

O risco da tradição sem informação

Entre os povos Gurung, no Nepal, o mel louco é consumido há séculos em rituais e como remédio natural para hipertensão e disfunção sexual.

Eles conhecem as doses seguras, mas esse conhecimento não acompanha o produto quando vendido online.

Hoje, o mel louco é comercializado em plataformas internacionais como um “superalimento” ou “produto psicoativo”, e muitos dos vendedores não incluem alertas claros sobre os riscos.

Há relatos de consumidores em países como Coreia do Sul, França e Catar que foram hospitalizados após ingerir o produto sem conhecimento a respeito de sua toxicidade.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.