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Comunidade internacional promete US$ 455 milhões para estabilizar Mali

Internacional|Do R7

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Adis-Abeba, 29 jan (EFE).- A comunidade internacional, reunida em uma conferência de doadores realizada nesta terça-feira na sede da União Africana (UA), em Adis-Abeba, na Etiópia, comprometeu-se a destinar US$ 455 milhões para ajudar o Mali na luta contra os rebeldes. O principal doador será o Japão, que fornecerá US$ 120 milhões para a Missão Internacional de Apoio ao Mali liderada pela África (Afisma), seguido pelos Estados Unidos, com US$ 96 milhões, União Europeia (UE), com US$ 63 milhões, e a União Africana, com US$ 50 milhões. "Este é um passo decisivo em nossos esforços para ter disponíveis os recursos que a Afisma necessita para cumprir sua missão de estabilizar o Mali", afirmou o presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, atual chefe da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Cedeao). A campanha militar no Mali, atualmente liderada pelo Exército da França e apoiada pelas tropas africanas, tem como objetivo recuperar o norte do país, em mãos de insurgentes desde junho do ano passado. Além disso, os recursos serão utilizados para o treinamento de soldados da Afisma e na posterior missão de paz para conseguir a estabilização desse país. "Espero que os compromissos se materializem rapidamente, de modo que possamos garantir a paz no Mali", afirmou o primeiro-ministro etíope e novo presidente rotativo da UA, Hailemariam Desalegn. Entre os países africanos, os mais generosos foram a Nigéria, que já enviou soldados ao Mali, e a África do Sul, que desembolsarão US$ 10 milhões cada um. A Cedeao, que prometeu 3.500 soldados para a Afisma, irá doar US$ 10 milhões. A conferência, que reuniu países africanos e aliados internacionais, contou também com a presença do ministro francês de Relações Exteriores, Laurant Fabius, que lembrou que seu país já forneceu US$ 63 milhões à guerra no Mali. Desse montante, precisou Fabius, US$ 7 milhões correspondem a equipamento militar para as forças malinesas e da Cedeao. "A União Africana e a Cedeao forneceram uma quantidade significativa. Quero pedir de maneira urgente que este gesto da África seja apoiado", disse o chanceler. EFE or/dk

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